Consuni da UFPB cria Centro de Comunicação, Turismo e Arte

Dentro do processo de reestruturação acadêmica, o Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) aprovou, por unanimidade, em reunião realizada na quinta-feira (27), a criação do novo Centro que abriga 12 cursos de graduação e dois de pós-graduação.

A proposta foi encaminhada ao Conselho pelo Diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), professor Ariosvaldo Diniz. Nos seus aspectos essenciais, a justificativa para a criação do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) na UFPB vai contribuir para a reorganização institucional e o fortalecimento de uma área estratégica e fundamental para o cumprimento da função social e educativa da Universidade no contexto da sociedade paraibana e brasileira.

Com a criação do CCTA, a Universidade ampliará substancialmente as responsabilidades e atribuições assumidas atualmente pelos Departamentos de Artes Cênicas, Artes Visuais, Comunicação e Turismo, Educação Musical e Música e pelas demais unidades da área, favorecendo uma verdadeira articulação com as diferentes instâncias que se encarregam da formação de estudantes e de professores, permitindo assim uma maior participação dessas unidades educacionais na definição, concepção, elaboração e implementação do projeto político pedagógico da UFPB e de políticas públicas da Paraíba.

O Centro de Comunicação, Turismo e Artes da UFPB está situado em uma área física que compreende um conjunto de sete prédios compostos por salas de aula, laboratórios, centros acadêmicos e blocos administrativos. O Centro possui atualmente cinco departamentos assim distribuídos: Artes Cênicas, Artes Visuais, Comunicação e Turismo, Educação Musical e de Música. Em seus 12 cursos de graduação e dois de pós-graduação existem 1.796 alunos matriculados, 135 docentes e 45 servidores técnico-administrativos.

Com a decisão do Consuni de criar o Centro de Comunicação, Turismo e Artes, a UFPB passará a ter no Campus de João Pessoa 13 centros de ensino (nove já em funcionamento e quatro récem-criados). O relator do processo no Conselho de Centro do CCHLA, professor Rodrigo Freire de Carvalho e Silva destacou que o desmembramento do Centro de Ciências, Humanas Letras e Artes será positiva para a UFPB, seja no âmbito do fortalecimento institucional e acadêmico das áreas de Comunicação, Turismo e Artes, seja no âmbito da modernização institucional, descentralizando e facilitando, assim, a própria dinâmica gerencial e administrativo do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes.

Ele ainda considerou como facilitador para o desmembramento em questão o fato de as unidades administrativas que se propõem criar o CCTA já estarem instaladas atualmente no mesmo espaço onde pretendem localizar este futuro centro. “Por si só, este fato tem o poder de sanar qualquer eventual conflito patrimonial entre o CCHLA e o futuro CCTA quando do efetivo processo de desmembramento, uma vez que está claro no Projeto ora analisado que caberão ao futuro CCTA estrita e exclusivamente a infraestrurtura, os espaços físicos e os equipamentos que já são destinados e/ou ocupados pelo atual Complexo de Comunicação, Turismo e Artes do CCHLA, pelo atual agrupamento de edifícios do Departamento de Música do CCHLA e pelas unidades administrativas do CCHLA que firmam o Projeto de criação do CCTA”, declara o relator.

Os argumentos do professor Rodrigo Freire foram considerados pelo relator do processo no Consuni, professor Marcos Vivo, que se manifestou favorável à criação do novo Centro, sendo seguido pelos demais conselheiros que aprovaram por unanimidade a proposta.

A comissão responsável pelo Projeto de Criação do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) foi composta, no âmbito do CCHLA, pelos seguintes professores: Antonio Carlos Batista Pinto Coelho, Carlos Anísio de Oliveira e Silva, Geraldo Dias da Rocha Junior, Lívia Marques Carvalho, João de Lima Gomes, Jose David Campos Fernandes, Paulo Roberto Vieira de Melo e Rosilda Maria Sá Gonçalves de Medeiros.

Fonte: Agência de Notícias da UFPB – Marcos Figueiredo