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Programas

O NEABI/UFPB participou do Edital PROEXT 2011/MEC/SES onde teve aprovado para financiamento público o seu Programa de Extensão denominado PROAFRO: Programa de Promoção da Igualdade Racial e Valorização da Matriz Cultural Africana no Estado da Paraíba/Nordeste/Brasil.

O PROAFRO/NEABI/UFPB começou em março de 2012 e, de acordo com as normas do Edital, será concluído em dezembro do mesmo ano, com prazo de execução de dez meses. Como Programa, o PROAFRO/NEABI/UFPB desenvolve três projetos que conta com 18 bolsistas extensionistas.

Ficha Técnica:

PROAFRO: Programa de Promoção da Igualdade Racial e Valorização da Matriz Cultural Africana no Estado da Paraíba/Nordeste/Brasil.

Coordenadora: Profa. Solange Pereira da Rocha

 

Projeto 01: Fazendo Extensão, promovendo Igualdade Racial: produção de material didático para o ensino-aprendizagem da matriz cultural africana no Estado da Paraíba.

Coordenador: Prof. Marco Aurélio Paz Tella

 

Projeto 02: Fazendo Extensão, Consolidando o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros/UFPB: formação de Banco de Dados para a escrita da história e memória da população negra da Paraíba.

Coordenador: Prof. Elio Chaves Flores

 

Projeto 03: Projeto formação docente e educação antirracista: repensando nossa escola.

Coordenadora: Surya Aaranovich Pombo de Barros

 

 

Cadernos Afro-PBs

Cadernos Afro-Paraibanos

A expressão Cadernos, numa era de ferramentas virtuais, soa um pouco escrever artesanalmente à moda dos românticos oitocentistas: ao bico de pena. A par disso, também podem implicar corpus fragmentários de atividades intelectuais que, encadernados, sustentam imaginários científicos, históricos e culturais. Antonio Gramsci, no cárcere do fascismo italiano, não deixou de escrever suas cartas filosóficas e políticas que, mais tarde, teriam grande aceitação entre os intelectuais das esquerdas como reflexões de renovação da própria tradição marxista e da “cultura revolucionária” com o título de Cadernos do Cárcere. Borradores filosóficos, notas esparsas ou cadernos literários parecem não ser muito considerados na nossa cultura escolar quando são produzidos por escritores e escritoras negras nesse Brasil contemporâneo com forte atualização culturalista das mestiçagens, hibridizações e crioulizações.

Lembramos, também, dos Cadernos Negros, produzidos ao longo de trinta e cinco anos (1978-2013) que pensaram uma história do Brasil vista pela ótica da matriz cultural africana e de uma escrita negra marcadamente poética.

Nossos Cadernos Afro-Paraibanos, que se multiplicarão ao passar dos anos, pretendem ser a “escrita multirracial” daqueles que trabalham pela erradicação do racismo e inscrevem suas práticas pedagógicas por uma educação antirracista.

Assim, dos Cadernos Negros para os Cadernos Afro-Paraibanos, podemos tornar nossas as palavras de Conceição Evaristo:

Foi mãe que me fez sentir

as flores amassadas

debaixo das pedras

os corpos vazios

rente às calçadas

e me ensinou, insisto, foi ela

a fazer da palavra

artifício

arte e ofício

do meu canto

da minha fala.

 

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