| IV Encontro Naional do GT Ética e Cidadania/ANPOF |
 |
 |
 |
 |
|
Página 1 de 5
IV ENCONTRO Nacional DO GT ETICA E CIDADANIA/ANPOF
II ENCONTRO INTERNACIONAL DO GT ETICA E CIDADANIA/ANPOF
LOCAL: Universidade Federal da Paraiba – João Pessoa
DATA: 16 a 18 DE NOVEMBRO DE 2009.
PROMOÇÃO: GT ETICA E CIDADANIA/ANPOF
PROGRAMA INTEGRADO DE DOUTORADO EM FILOSOFIA UFPB/UFPE/UFRN (linha de pesquisa Filosofia Prática)
O "Grupo Ética e Cidadania", fundado em 2000, é um GT da ANPOF (Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia), reunindo pesquisadores de vários Programas de Pós-graduação em Filosofia (UFPB, UFPE, UFBA, UNISINOS, UGF), bem como pesquisadores de outras IES no país. Surgiu da Associação Latino-americana de Filosofia, fundada em Caxambu, em 1998. Como eixo central das pesquisas individuais em andamento, ligadas à linha de pesquisa "Ética e Filosofia Política", encontra-se o compromisso de promover o desenvolvimento da filosofia latino-americana de libertação, à nível nacional, abrangendo a docência, pesquisa e foro de dabates articulados com movimentos sociais, comprometidos com a causa da libertação.
No espírito deste compromisso, o seu próximo encontro será dedicado à análise e à discussão dos problemas ético-políticos oriundos da crise do neoliberalismo, o que pode apontar para a perspectiva do socialismo no sec. XXI, superando os graves antagonismos sociais inerentes ao capitalismo e suas consequências como as guerras em nome da democracia, o genocídio provocado por uma visão branca do mundo, o ainda eurocentrismo, representado em suas vertentes ético-filosóficas, etc. Nesse sentido, é possível discutirmos, numa perspectiva latino-americana, o papel da ética e da filosofia crítica frente a estes problemas.
I Encontro Nacional: Ética, Direitos Humanos e Cidadania. UFPE, dezembro 2001
II Encontro Nacional / I Seminario Internacional do GT: A Sociedade de Controle: Gênese Crítica e alternativas ético-políticas. UNISINOS. março de 2004.
III Encontro Nacional : Ética, Justiça e Participação. Rio de Janeiro. UGF, novembro 2007.
- PIRES, Cecília P. (Org.). Ética e Cidadania: olhares da filosofia latino-americana. Porto Alegre, Dacasa, 1999.
- Strieder, Inacio (Org) Ética e Cidadania. Número Especial da Revista Perspectiva Filosófica, Recife, Dept. de Filosofia/UFPE, Vol. 8, nº 15, jan./jun. 2001
- PIRES, Cecília P. (Org.). Vozes silenciadas. Ensaios de ética e filosofia política. Ijui : Editora Unijuí, 2003, 276 p.
- PIRES, C. M. P. (Org.) ; PIZZI, Jovino (Org.) . Desafios éticos e políticos da cidadania. Ensaios de Ética e Filosofia Política II. Ijuí: Editora Unijuí, 2006. v. 1000. 232 p.
- PENHA, Maria (org.) Ética, Justiça e Participação. Nº especial da Revista Ethica. Rio de Janeiro : UGF, Vol. 14, nº2, 2007
- MAGALHÃES, Fernando (org.) Violência e Perspectivas Éticas da Sociedade. Ensaios sobre subjetividade, cidadania e liberdade. Recife: Editora da UFPE, 2009
Publicações dos trabalhos apresentados nos encontros do GT e da Anpof
Encontros realizados :
O Papel da Ética e da Filosofia Crítica na Construção do Socialismo no Século XXI: uma perspectiva latino-americana
|
http://www.pucpr.br/eventos/congressofilosofia/2009/
Esta é a Home Page do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal da Paraíba. Para obter informações sobre o Programa (Estrutura, Docentes, Inscrição/Seleção, Eventos, Revista) ou acessar os dados contidos no Arquivo Nacional de Teses e Dissertações em Filosofia, basta clicar sobre algum dos itens no topo da página. Para retornar a esta página, clique no item "principal".
http://www.pucpr.br/eventos/congressofilosofia/2009/
O Programa de Pós-Graduação em Filosófia da UFPB, nível mestrado, existe desde 1979 e já formou cerca de 120 mestres em filosofia. O Programa possui agora uma área de concentração (Filosofia) com quatro linhas de pesquisa: Hermenêutica e Metafísica; Lógica e Epistemologia; Ética e Filosofia Política; e História da Filosofia.
Para enviar sugestões ou solicitar esclarecimentos, mande um e-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
|
|
|
Congresso Internacional Habermas 80 Anos Há cinco décadas Jürgen Habermas vem desenvolvendo seu pensamento numa linha de continuidade da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, desenvolvida nos anos 20 e 30 do século passado, na perspectiva de uma unidade da filosofia com as ciências sociais. Esse desenvolvimento guarda certa coerência que vai de Conhecimento e Interesse, Verdade e Justificação, Lógica das Ciências Sociais culminando na sua summa Teoria da Ação Comunicativa, publicada em 1981. Seu trabalho teórico tem assumido uma crescente complexidade como memória do campo do trabalho de pensamento anterior.
Em Habermas, podemos dizer, sem dúvida, que consumou-se aquilo que se pode chamar de “idéia de comunidade esclarecida de investigação”, a qual precisa de um amplo grupo social preparado para participar não somente nos papéis e funções de uma dada sociedade, mas também a capacidade dos indivíduos de pensar por si mesmos, a partir de um universo compartilhado de primeiros princípios, sobretudo morais-práticos. Com isto, Habermas demonstrou que a filosofia é uma atividade crucial para o êxito ou o fracasso das nossas outras ocupações, e o fez de forma convincente e criativa. Neste sentido, devemos agradecer a Habermas por seu exemplo em nos fazer ver, com isso, a relevância da superação do “solipsismo metodológico” que marcou a fundamentação da filosofia da subjetividade moderna. Já se disse que os mestres, professores, são a esperança perdida da cultura moderna ocidental, na medida em que têm o propósito de ensinar a pensar por si mesmo, de adquirir independência mental no sentido de Ilustração, tal como foi compreendido por Kant, a partir de uma concepção de cultura que ultrapassa o estreito campo da especialização e que tem suas raízes no mundo da vida histórico. Habermas, com sua obra, sempre nos fez ver a relevância deste postulado kantiano do pensamento alargado a partir de uma justificação racional. Nisso cabe a todos exibir o poder da objetividade racional, pois onde não existe objetividade racional não acontece o pensar e, a fortiori, o pensar independente, esclarecido. E na ausência de um amplo acordo social, quer seja sobre o que são tais modelos, quer seja sobre que aspectos e matérias são relevantes o exercício do pensamento, não haverá um cultura geral e educativa do caráter exigido. Porque pensar, como o entende Habermas, seguindo aqui as trilhas deixadas pelo pensamento ilustrado, não é uma atividade especializada. A filosofia, nos ensina ainda Habermas, não é uma disciplina especializada e o desenvolvimento de sua obra é o exemplo oferecido. O pensamento habermasiano pode ser considerado como um corpus sistemático, em torno do qual giram questões secundárias que apóiam a tese de um “iluminismo revistado”. Ele tomou o rumo de uma incessante autocrítica, por meio de réplicas e debates com seus críticos contemporâneos, cujas lições enriqueceram-no constantemente, libertando-se simultaneamente dos resíduos ou dos parti pris defendidos durante muito tempo (por exemplo, contra o “realismo”, na teoria do conhecimento, ou contra a “jurisdicização” da sociedade). Não obstante as múltiplas vicissitudes e transformações paradigmáticas que seu pensamento sofreu, a releitura de suas obras seminais tais como O Espaço Público (1962) e Teoria e Práxis (1963), permanece atual com seus propósitos fundadores. Isto significou filosoficamente a insistência em desenvolver os vários aspectos da “razão prática”, que, concomitante ao desenvolvimento de uma relação teórica com o mundo, estiveram ambos situados numa complementaridade de um conceito ampliado de razão. Assim, sob estes dois aspectos e na fundação de uma teoria critica da sociedade, Habermas mostra-se como um pensador em completa sintonia com o nosso tempo e procura mostrar e manter as conquistas dos espaços da liberdade coletiva e individual no plexo dos momentos constrangedores do poder nas sociedades contemporâneas. Assim, poderíamos dizer sobre Habermas que seu projeto filosófico é um empenho crítico de estabelecer as bases normativas da modernidade tardia em bases mais sólidas, a partir dos pressupostos e dos processos “comunicativos” como traço especifico do homem racional. Este Congresso e Homenagem é um convite a toda a comunidade a dar continuidade a este debate pelo justo caminho do reconhecimento e relevância deste pensador do nosso tempo.
Realização:
Programa de Pós-Graduação em Filosofia - UFPB Depto./Cood. de Filosofia - UFPB Programa de Pós-Graduação em Filosofia - UFPI GP HERMES/CNPq
Comissão Organizadora:
Edmilson A. de Azevêdo, Dr., (UFPB) Anderson D'Arc Ferreira (UFPB) Jorge Adriano Lubenow, Dr. (UFPI) Bento Itamar Borges, Dr. (UFU) Luis Carlos Bombassaro, Dr. (UFRGS) Ana Monique Moura de Araújo (UFPB)
Inscrições de trabalhos pelo site http://www.logosdedalos.com/gphermes/habermas2009.html
|
|