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Defesas 2021

por Coordenação publicado 04/08/2020 13h00, última modificação 26/08/2021 10h56

Defesas de mestrado 2021

Discente:

 20191003499 - ANA DANIELLA FECHINE LEITE

Email:

 danifechine@gmail.com

Orientador:

 LUCIANA MARIA RIBEIRO DE OLIVEIRA

Coorientador:

 MARCO AURELIO PAZ TELLA

Local:

 Por plataforma de videoconferência Google Meet

Data:

 26/08/2021

Hora:

 15:00

Tipo da banca:

 DEFESA

Número de páginas:

 107

Grande Área:

 Ciências Humanas

Área:

 Antropologia

Link para a defesa:

 https://meet.google.com/qpz-bwhp-hzc

Título

Futebol de mulheres: um estudo feminista nos campos e nas arquibancadas de João Pessoa/PB.

Resumo

Esta dissertação realiza um estudo, por uma ótica feminista e de gênero, sobre a ocupação, por parte de mulheres, em importantes espaços do futebol de João Pessoa-PB, mais especificamente no campo e na arquibancada. A pesquisa se inicia no campo, desenhada por meio de um percurso histórico sobre a presença das mulheres no futebol de mulheres da capital paraibana, do que se entende como os primeiros sinais de organização, até chegar na atualidade dessa modalidade. Em seguida, na arquibancada, a pesquisa analisa a presença das mulheres nos espaços de protagonismo dentro das torcidas organizadas. Para isso, são escolhidas três torcidas organizadas do clube Botafogo-PB, sendo uma da Arquibancada Sombra do Estádio Almeidão, em João Pessoa, a Império Alvinegro 1931 - A Resistência, e uma da Arquibancada Sol – a Torcida Jovem do Botafogo-PB. A proposta é, pois, identificar se, ocupando esses espaços, as construções patriarcais e sexistas ainda permanecem. Portanto, faz-se uma discussão em volta dos conceitos de gênero, patriarcado, sexismo e feminismo, a partir de Beauvoir (1967), Louro (2001), Butler (2003), Bourdieu (2002), Foucault (1988), entre outras autoras. Utiliza-se a metodologia da observação participante, a partir do que propõe Magnani (2002), e de uma etnografia virtual (CANCLINI, 2015; MORSE, 1998), devido à necessidade de isolamento social acionada pela situação pandêmica instalada pelo novo coronavírus (Covid-19) que impossibilitou a continuidade presencial da pesquisa. Para o estudo, são construídos os perfis das diretoras das torcidas organizadas selecionadas, aproveitando entrevistas já feitas antes da pandemia e refazendo outras de modo online na intenção do aprofundamento dos dados. Os resultados finais apontam que a ocupação das mulheres em espaços marcadamente masculinos no futebol é uma realidade que veio para se fixar, mas que está em constante processo de construção, tendo em vista que se trata de uma contribuição diária para a quebra do machismo no futebol. O feminismo, nessa perspectiva, ganha força de mudança e reestruturação de um cenário que se modifica diariamente com a presença de mulheres. As histórias de mulheres que usaram desse feminismo para quebrar as barreiras que o machismo impõe no futebol refletem a necessidade de insistirmos na luta por todas nós.

Palavras-Chave

Futebol de mulheres. Botafogo-PB. Torcida organizada. Feminismo.

Membros da Banca

Nome

Instituição

Tipo

LUCIANA M. RIBEIRO 

UFPB

Presidente

MARCIA REIS LONGHI

UFPB

Interno

LEDA MARIA DA COSTA

UFRJ

Externo à Instituição

MARCO AURELIO PAZ TELLA    

UFPB

Coorientador

 

 

Discente:

20191003514 - MILENA DA COSTA MATIAS

Email:

MILENAMATIASF@GMAIL.COM

Orientador:

LUCIANA MARIA RIBEIRO DE OLIVEIRA

Local:

Por plataforma de videoconferência Google Meet

Data:

20/08/2021

Hora:

15:00

Tipo da banca:

DEFESA

Número de páginas:

100

Grande Área:

Ciências Humanas

Área:

Antropologia

Link para a defesa:

https://meet.google.com/ntt-cagm-ysf

Título

Na batida do Brega Funk: As batalhas de passinho em João Pessoa-PB

Resumo

Esta dissertação aborda as batalhas de passinho que acontecem na cidade de João Pessoa-PB no período de 2019 e 2020. As batalhas de passinho surgiram após a ascensão do Brega funk, um ritmo pernambucano. Para observar essa prática juvenil, escolhi duas batalhas que acontecem em bairros diferentes, a Batalha de Mangabeira 7 e a Batalha do Busto. Utilizei a observação participante e análise dos discursos das/dos jovens que frequentam as batalhas. Dialoguei de forma presencial e online devido à pandemia de Covid-19, e também observei a utilização das mídias e das redes sociais pelas/os jovens que consomem o Brega Funk. A discussão teórica norteadora foi baseada em estudos da antropologia urbana (Magnani 2005), (Velho 1978), culturas juvenis (Souza 2007), (Pereira 2017), música (Fontanella 2005), (Vianna 1987) e comunicação (Janotti 2011) e (Soares 2017). Os resultados revelam que, a partir das batalhas as/os jovens criam redes de sociabilidade, a música e a dançam se mostram como pilares importantes na sociabilidade juvenil e que as batalhas de passinho se tornaram um momento de lazer. Apontam ainda que, através das batalhas as/os jovens ressignificam espaços da cidade que são utilizados por outros grupos com diferenças geracionais, de classe e econômica. A partir da preferência musical os jovens moldam-se a estilos e consumos em comum, criam uma estética norteada pelo consumo da música e dão visibilidade à sua criatividade em torno deste gênero musical, que também reverbera em popularidade nas redes sociais. A ocupação desses espaços da cidade também mostra discursos de desaprovação e criminalização das práticas do passinho e dos sujeitos que participam, no entanto os/as jovens tem potencializado seus talentos e sua criatividade através da dança e ocupado espaços físicos e virtuais através do Brega Funk.

Palavras-Chave

Brega funk, batalhas de passinho, juventude, periferia, lazer

Membros da Banca

Nome

Instituição

Tipo

LUCIANA M. RIBEIRO DE OLIVEIRA

UFPB

Presidente

MARCO AURELIO PAZ TELLA

UFPB

Interno

MYLENE MIZRAHI

PUC - RJ

Externo à Instituição

 

 

 

Discente:

20191003505 - CLORDANA HELEN LIMA DE AQUINO OLIVEIRA

Orientador:

MARCIA REIS LONGHI

Local:

Por plataforma de videoconferência Google Meet

Data:

19/08/2021

Hora:

14:30

Tipo da banca:

DEFESA

Número de páginas:

144

Grande Área:

Ciências Humanas

Área:

Antropologia

Link para Defesa

https://meet.google.com/oby-bxez-ewv

Título

Política da Esperança: Panorama Antropológico sobre Regulamentação e Associativismo pela Terapêutica Canábica no Brasil

Resumo

A presente pesquisa possui cunho qualitativo, de abordagem teórico-metodológica etnográfica e cumpre seu caráter exploratório, com objetivo de apreender a luta e movimento que tem ocorrido no Brasil, em torno da regulamentação de acesso aos produtos feitos à base de canábis, para fins terapêuticos. Este estudo se debruça sobre uma perspectiva panorâmica, acerca do que vem sendo realizado no campo político e das experiências, em relação aos sujeitos que estão envolvidos nesta causa. Desde meados de 2013-2014, a luta pela regulamentação da maconha tem se destacado no país, devido à angústia e necessidade das mães, famílias que descobriram a alternativa da terapêutica canábica para tratar diversas patologias de seus entes, entretanto a complexidade e desafios que resultam da política de drogas nacional, tem dificultado o reconhecimento e demais avanços para a canábis, enquanto planta medicinal, terapêutica. Direciono minha observação a partir da construção de uma rede biossocial, formada inicialmente pelas mães e famílias, e logo composta por ativistas, médicos, advogados e demais sujeitos atuantes na causa. Essa rede prevê a origem e formatação do movimento associativista, instaurando um marco no país através do trabalho distinto realizado pelas associações de pacientes, cuja prioridade e objetivo em comum é o fornecimento de informações, acolhimento e orientação, aos sujeitos que buscam por esta via terapêutica alternativa. A partir do acompanhamento etnográfico de duas mães e seis associações, sendo 3 presenciais no estado da Paraíba e Bahia, o restante ocorreu de maneira remota em decorrência do contexto pandêmico, realizei entrevistas semiestruturadas e aplicação de um questionário às associações, coletando informações sobre o histórico fundador e desempenho do trabalho social, realizado por estas. À luz do aporte teórico, estes sujeitos têm realizado uma política da esperança, onde todos atores se interligam em função do mesmo objetivo: ter acesso democrático ao tratamento de saúde e qualidade de vida. A autonomia de suas escolhas, é marcada tanto por desconstruções morais e sociais, como reflete também na busca de aprender e aprofundar, temas reconhecidamente tabus às nossas políticas públicas, como é o caso das drogas. A divisão entre esferas, criminal x saúde tem configurado complexos desafios para os avanços reguladores da canábis, sugerindo palco para vários conflitos e desdobramentos, do qual alguns poderão ser refletidos a partir das contribuições que este estudo se dedica trazer.

Palavras-Chave

Canábis; Regulamentação; Associativismo; Direitos Humanos

Membros da Banca

Nome

Instituição

Tipo

MARCIA REIS LONGHI

UFPB

Presidente

MONICA LOURDES FRANCH GUTIERREZ

UFPB

Interno

SANDRA LUCIA GOULART

FCL

Externo à Instituição

 

 

 

Discente:

 STEPHANIE FERREIRA SACCO

Email:

stephaniefsacco@gmail.com

Orientador:

ALICIA FERREIRA GONCALVES

Coorientador:

MARIA ELENA MARTINEZ TORRES

Local:

Por plataforma de videoconferência Google Meet 

Data:

10/08/2021

Hora:

11:00

Tipo da banca:

DEFESA

Link:

 http://meet.google.com/uia-jtje-qfr

Grande Área:

Ciências Humanas

Área:

Antropologia

Título

Histórias de mundos possíveis: uma etnografia sobre transições ecológicas de vida

Resumo

Esta pesquisa, de abordagem etnográfica, identifica e descreve modos de vida que se apresentam como alternativas, ou refúgios para “viver nas ruínas do capitalismo” como diz Ana Tsing. O trabalho de campo envolveu entrevistas com 40 pessoas, seguido pelo trabalho etnográfico detalhado com duas interlocutoras. A pesquisa apontou que estas pessoas, que nasceram e/ou cresceram em grandes centros urbanos, passaram por transições ecológicas de vida que influenciam todo seu estilo de vida, incluindo suas crenças espirituais, práticas de saúde, de alimentação e da construção de suas casas. Classifico estas transições como processos de mudança ontológica, na qual uma visão de mundo ecológica se coloca como lente principal de entendimento do próprio ser e de sua relação com o mundo ao redor. Os resultados apontam que estas transições são contínuas, e carregam sempre consigo elementos da percepção de vida e da pessoa de antes do processo da transição. Como em uma espiral, um novo estilo de vida ganha forma na medida em que dualidades como mente/corpo e natureza/cultura são colapsadas; em que se entende a impermanência das coisas e a vida como um eterno devir; em que conceitos como saúde, espiritualidade e ecologia se fundem; em que se entende que a vida emerge do encontro entre diferentes linhas de movimento de seres e materiais. A emergência da pandemia da covid-19 durante a realização do trabalho de campo reforçou a necessidade da criação de refúgios inspirados em outras ecologias para que os tempos do Antropoceno sejam o mais breve possível.

Palavras-Chave

Antropologia Ecológica, Antropoceno, Transição Ecológica, Mudança Ontológica

Membros da Banca

Nome

Instituição

Tipo

ALICIA FERREIRA GONCALVES

UFPB

Presidente

MARIA ELENA MARTINEZ TORRES

UFPB

Interno

PATRICIA DOS SANTOS PINHEIRO

UFPB

Interno

PRISCILA MATTA

USP

Externo à Instituição

 

 

Discente:

20191003345 - GIVANILTON DE ARAÚJO BARBOSA

Email:

givaniltonbarbosa10@gmail.com

Orientador:

JOAO MARTINHO BRAGA DE MENDONCA

Segundo Orientador:

Não informado

Coorientador:

MARISTELA OLIVEIRA DE ANDRADE

Local:

Por plataforma de videoconferência - https://meet.google.com/snu-snbh-ukt

Data:

09/08/2021

Hora:

14:00

Tipo da banca:

DEFESA

Número de páginas:

100

Grande Área:

Ciências Humanas

Área:

Antropologia

Ata de parecer da banca

Título

Imagens e memórias de atingidos por barragem: Contribuições para políticas públicas sociais no reassentamento Cajá de Itatuba-PB

Resumo

Esta dissertação buscou uma aproximação entre os campos da antropologia visual e das políticas públicas sociais. Apresenta uma abordagem da memória coletiva de uma comunidade ribeirinha atingida por barragem, hoje conhecida como agrovila ou reassentamento do Sítio Cajá, município de Itatuba, na região do agreste paraibano. Tem como objetivo geral pesquisar memórias visuais e orais do território ribeirinho em articulação com as demandas da comunidade reassentada, assistidas pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Com base principalmente em levantamentos de documentos, fotografias, materiais audiovisuais e relatos orais, a pesquisa procurou reconstituir a história recente do Sítio Cajá, através de uma relação, de longa data, estabelecida com 14 famílias locais pelo pesquisador, cuja família também pertenceu à antiga comunidade. Com maior ênfase, portanto, em metodologias qualitativas, numa combinação de técnicas de entrevistas abertas e de histórias de vida, análises de fotografias e vídeos, netnografia e autoetnografia, o trabalho procura tratar das memórias locais em face da reconfiguração territorial causada pelo reassentamento, ao tempo em que analisa a implantação da barragem de Acauã como parte da política de segurança hídrica de Estado, atrelada ao projeto de desenvolvimento nacional. Demonstra, por fim, como o atendimento das demandas da comunidade reassentada precisou ser intermediado pelo Ministério Público e, ainda assim, após cerca de vinte anos, persistem dificuldades para a implementação de políticas públicas sociais no local, em meio às constatações de dispersão de famílias, restrições às atividades agrícolas e de criação, desmobilização da Associação de Pequenos Produtores, entre outros vários efeitos provocados pelo reassentamento. A formação de uma coleção etnográfica com centenas de fotografias se soma a esta Dissertação, como formas de subsidiar o direito à memória dos moradores do Sítio Cajá, atingidos pela barragem de Acauã.

Palavras-Chave

Memórias coletivas. Imagens. Ribeirinhos. Atingidos por barragens. Sítio Cajá. Barragem de Acauã

Membros da Banca

 

Nome

Instituição

Tipo

 

JOAO MARTINHO BRAGA DE MENDONCA

UFPB

Presidente

 

ALICIA FERREIRA GONCALVES

UFPB

Interno

 

LARA SANTOS DE AMORIM

UFPB

Interno

 

MARISTELA OLIVEIRA DE ANDRADE

UFPB

Interno

 

MARCELO DE ANDRADE VILARINO

MPMG

Externo à Instituição