Francisco Eduardo Vieira da Silva

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3416265080264249

E-mail:  feduardovieira@gmail.com

Grupo de Pesquisa:

1- http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6433198070413694

2- http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/4825530524093466

3- http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/2232584789891253

 

PROJETO: HISTORIOGRAFIA DA SINTAXE NO BRASIL (HSB): TEORIA, NORMA E ENSINO

Este projeto de pesquisa, em execução no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal da Paraíba (PROLING/UFPB), conta com a participação de professores-pesquisadores e estudantes de doutorado, mestrado e iniciação científica vinculados ao grupo de pesquisa HGEL – Historiografia, Gramática e Ensino de Línguas. Dado o escopo abrangente da proposta, as múltiplas frentes de investigação estão distribuídas nos seguintes eixos temáticos: Eixo 1 – Aspectos teóricos; Eixo 2 – Aspectos descritivo-normativos; Eixo 3 – Aspectos didático-pedagógicos. Assim, os estudos do Eixo 1 buscam analisar processos de surgimento, desenvolvimento, recepção, contraposição, apagamento e continuidade de teorias, saberes e ideias sobre sintaxe na história da gramática e da linguística no Brasil, do século XIX ao XXI. As pesquisas do Eixo 2 intentam compreender a trajetória das ideias e das políticas sobre a questão da norma linguística brasileira, elaboradas por diferentes agentes, do século XIX aos dias de hoje. As propostas do Eixo 3 procuram examinar de que maneira gramáticas, livros didáticos, documentos governamentais, currículos, planos de curso, materiais didáticos de formação continuada, entre outros textos pretéritos e contemporâneos elaborados no Brasil a partir do século XIX, impactaram e vêm impactando o desenvolvimento de nossas representações linguísticas e práticas pedagógicas envolvendo saberes sintáticos. As pesquisas, inseridas no cruzamento entre a Historiografia da Linguística e a Linguística Aplicada, procuram construir narrativas descritivas, interpretativas e explicativas sobre como o conhecimento sintático foi e vem sendo adquirido, formulado, difundido, transformado, preservado, didatizado ou esquecido no contexto sociocultural brasileiro. Em conjunto, voltam-se à reconstrução do “ideário sintático”, em termos teóricos, normativos e pedagógicos, buscando: o reconhecimento crítico de como viemos trabalhando até agora com o nível sintático de análise da língua, tanto em termos investigativos quanto pedagógicos;e a construção de novas configurações teóricas à ciência linguística e ao ensino de sintaxe, de gramática e de língua, entidades inseparáveis e constitutivas.

PROJETO: Gramatização brasileira do português no século XXI: subsídios para o estabelecimento de uma norma linguística

Este projeto de pesquisa em Linguística Aplicada pretende investigar, compreender, discutir e propagar, sob um viés historiográfico, crítico-comparativo e didático-pedagógico, diferentes propostas de descrição linguística desenvolvidas nas gramáticas brasileiras contemporâneas do português, isto é, nos instrumentos linguísticos decorrentes do processo de gramatização protagonizado por linguistas brasileiros nas duas últimas décadas. Tais propostas favorecem a ampliação dos horizontes de entendimento de tópicos clássicos da morfossintaxe do português e a (re)construção de um padrão linguístico mais próximo dos efetivos usos falados e escritos dos brasileiros. Essas gramáticas partem de demandas sociais específicas, bases teórico-metodológicas particulares e arcabouços categorias/conceituais distintos, chegando, também por isso, a descrições/prescrições plurais e às vezes divergentes de vários fenômenos linguístico-gramaticais. Com o projeto, buscamos analisar e sistematizar tais descrições, mapeando seus acertos e fragilidades, e investigar em que medida e de que maneira esse conjunto de gramáticas efetivamente colabora ou poderia colaborar na construção de um padrão linguístico mais coerente para a modalidade escrita formal do português brasileiro contemporâneo, dando subsídios a um ensino de gramática reflexivo e direcionado aos usos concretos da língua. Lançar luz na gramaticografia brasileira contemporânea, sob uma perspectiva aplicada e historiográfica, possibilitará a construção de respostas teóricas que trarão ganhos a práticas sociais envolvendo língua, gramática e ensino.