Leonardo Wanderley Lopes

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0982550255078545

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Grupos de Pesquisa: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/1039193809503298

dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/1237096254713239

 

PROJETO: VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO FALAR PARAIBANO: ASPECTOS PERCEPTUAIS E JULGAMENTO DE ATITUDES

A pesquisa variacionista tem dedicado uma atenção crescente ao conceito de significado social, à ideia de que falantes e ouvintes usam estruturas linguísticas para carregar a informação social e, consequentemente, moldar as situações e as estruturas da sociedade de que participam. A ligação entre o posicionamento social e as escolhas linguísticas tem sido bem estabelecida desde os primeiros estudos de Labov (1972), expandindo-se mais recentemente. A variação não deve ser vista como uma mera série de escolhas, mais ou menos automáticas, realizadas pelo falante. Ao contrário, ele pode optar por determinadas variantes em decorrência do efeito que elas podem causar no interlocutor. Assim, em termos cognitivos, a variação deve partir do princípio que cada escolha linguística está ligada a um significado particular. Na sociolinguística, de modo geral, o termo estilo é usado para se referir a formas de falar, que são índices ligados a grupos sociais, épocas e regiões, ou seja, o dialeto faz parte de um estilo social e/ou regional. Além da questão do estilo, uma abordagem diferente e mais atual reconhece que a variabilidade é uma consequência natural da linguagem e investiga como ela é percebida e processada pelo ouvinte. Esta abordagem defende que a variação no discurso permite que o ouvinte, naturalmente, codifique detalhes das propriedades indexicais do sinal de fala. Desse modo, há uma necessidade premente da realização de estudos que contemplem não somente a descrição dos falares de diferentes regiões e realidades sociais, mas que investiguem os significados e valores atrelados às variantes linguísticas em diferentes contextos e por diferentes atores (estilo), assim como a percepção das diferenças dialetais pelos ouvintes.