{"id":355,"date":"2020-02-25T19:08:03","date_gmt":"2020-02-25T22:08:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/?page_id=355"},"modified":"2020-03-03T20:55:21","modified_gmt":"2020-03-03T23:55:21","slug":"artigos-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/artigos-2\/","title":{"rendered":"Artigos 2001-2018"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><strong>Artigos de Etienne Samain (2001-2018)<\/strong>: cada texto, disponibilizado abaixo em formato de arquivo port\u00e1til (portable document file) [PDF], est\u00e1 acompanhado de sua refer\u00eancia original (para cita\u00e7\u00e3o) e de um curto coment\u00e1rio acerca de seu cont\u00e9udo. Est\u00e3o organizados em ordem crescente por ano de publica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\">&#8211; <strong>Quando a fotografia (j\u00e1) fazia os antrop\u00f3logos sonharem<\/strong>: o jornal La Lumi\u00e8re (1851-1860).\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne.<\/span> Publicado em:\u00a0<em>Revista de Antropologia<\/em>, S\u00e3o Paulo, USP, vol.44, no.2, p.89-126, 2001. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Samain-2001-Quando-a-fotografia.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\">\u00c9 poss\u00edvel entender a rela\u00e7\u00e3o crucial entre imagens e antropologia sem evocar o s\u00e9culo XIX? As pesquisas do autor nos levam, desta vez, ao long\u00ednquo universo parisiense dos anos 1850, quando se fazia publicar um jornal chamado \u201cLa Lumi\u00e8re\u201d, dedicado \u00e0 fotografia nas suas tr\u00eas vertentes poss\u00edveis: as belas artes, as ci\u00eancias e a ind\u00fastria. A antropologia francesa da \u00e9poca, muito antes de Marcel Mauss, possu\u00eda um assumido car\u00e1ter imperial, visto em obras como a de Georges-Louis Buffon, bem como no caso not\u00e1vel da V\u00eanus Hotentote, exposta em Paris. Hist\u00f3ria recentemente transformada em filme. Etienne Samain nos leva a perceber, com clareza, como a fotografia h\u00e1 muito habita os sonhos dos antrop\u00f3logos, ou mesmo seus pesadelos morais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; <\/span><b>Roland Barthes et l\u00b4Anthropologie Visuelle. <\/b>Autour d\u00b4un album d\u00b4enterrement. <span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne. Texto in\u00e9dito. Existe uma vers\u00e3o portuguesa intitulada\u00a0<\/span><b>Mem\u00f3rias Antropol\u00f3gicas em torno de um \u00c1lbum Fotogr\u00e1fico: <\/b>Fotografia, Morte e Hist\u00f3ria<span style=\"font-weight: 400;\">, publicada no livro:<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Intera\u00e7\u00e3o e sentidos no ciberespa\u00e7o na Sociedade,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Ant\u00f4nio Fausto Neto, Ant\u00f4nio Hohfeldt, Jos\u00e9 Luiz Adair Prado e Sergio Dayrell Porto (orgs.) Porto Alegre: Editora de PUC-RS, 2001, p. 209-229. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2001_Barthes-et-lanthropologie-Visuelle_-Autour-dun-album-denterrement_Visio_Penuela.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Existia na B\u00e9lgica, nos anos 50 do s\u00e9culo passado, o costume de solicitar os servi\u00e7os de um fot\u00f3grafo para acompanhar o ritual de enterro de um parente querido. Ao apresentar um desses \u00e1lbuns de fam\u00edlia (produzido em 1957), o autor prossegue tr\u00eas objetivos: 1. mostrar como tal documento visual produz, na sua trama sequencial (19 fotografias), um extraordin\u00e1rio \u2018memorial\u2019 antropol\u00f3gico de compreens\u00e3o de uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">ritual de passagem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">; 2. indicar como esse documento de mem\u00f3ria visual conduz o antrop\u00f3logo a redescobrir <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">outras informa\u00e7\u00f5es culturais<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> at\u00e9 ent\u00e3o perdidas na sua pr\u00f3pria mem\u00f3ria; 3. situar, desta maneira, as rela\u00e7\u00f5es que existem entre fotografia, mem\u00f3ria e antropologia na perspectiva e no horizonte da \u00faltima obra de Roland Barthes, <\/span><\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">La Chambre Claire.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Gregory Bateson, Rumo a uma epistemologia da comunica\u00e7\u00e3o. <span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne.\u00a0<\/span><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Publicado em:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ciberlegenda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Revista do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Cinema e Audiovisual (UFF), n. 5, p. 1-14, 2001. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2001_Gregory_bateson_epistemologia_da_comunicacao_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">Como se constr\u00f3i nosso \u201csaber\u201d? Como nascem nossos \u201cconhecimentos\u201d ou, melhor dizendo, as \u201cideias\u201d que n\u00f3s fazemos das coisas deste mundo? A partir de que imperativos epistemol\u00f3gicos podemos pensar fundar uma ci\u00eancia do conhecimento? Ao longo de mil\u00eanios, esses conhecimentos se multiplicaram e se diversificaram. Com eles, emergiram centenas de epistemologias locais que, no entanto, cruzam-se no horizonte de suas indispens\u00e1veis inter-rela\u00e7\u00f5es. Como e at\u00e9 onde uma \u201cEpistemologia da Comunica\u00e7\u00e3o\u201d (uma epistemologia, muitas vezes ainda, por demais local) participar\u00e1, no futuro, desta teia de rela\u00e7\u00f5es e saber\u00e1 fomentar o que se poderia chamar uma \u201cecologia do esp\u00edrito&#8221;? Para tanto, procura-se delinear, nesta comunica\u00e7\u00e3o, alguns par\u00e2metros iniciais de elabora\u00e7\u00e3o de uma \u201cEpistemologia da Comunica\u00e7\u00e3o\u201d, tirando proveito da gigantesca e complexa obra de Gregory Bateson (1904-1980), um penetrante pensador da quest\u00e3o, que foi, ao mesmo tempo, um bi\u00f3logo, um antrop\u00f3logo, um psiquiatra e um amante da comunica\u00e7\u00e3o humana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Um pesquisador, uma imagem. Quem tem medo de Bronislaw Malinowski?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Samain, Etienne. Publicado em:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cadernos de Antropologia e Imagem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (UERJ), vol.12, n.1, p. 121-127, 2001. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2001_Quem_tem_medo_de_bronislaw_malinowski_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o pr\u00f3prio Malinowski que, no final do primeiro volume dos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Jardins de Coral e suas m\u00e1gicas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, escreve sob o t\u00edtulo \u201cConfiss\u00f5es de ignor\u00e2ncia e de fracasso\u201d: \u201cUma defici\u00eancia essencial do meu trabalho de terreno deve ser mencionada. Trata-se das fotografias [&#8230;] Coloquei a fotografia no mesmo n\u00edvel que uma cole\u00e7\u00e3o de bugigangas como se fosse uma divers\u00e3o acess\u00f3ria ao trabalho de campo. Sendo dado que a fotografia n\u00e3o era para mim uma divers\u00e3o, visto que n\u00e3o tinha aptid\u00f5es naturais, nem me sentia atra\u00eddo por esse tipo de coisas, acontece que, frequentemente, deixei escapar boas oportunidades.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span> <b>Antropologia de uma imagem sem import\u00e2ncia.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Samain, Etienne. Publicado em:<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Ilha. Revista de Antropologia,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">UFSC, vol.5, n.1, p. 47-63, 2003. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2003_Antropologia_de_uma_imagem_sem_importancia_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">O que pode oferecer a um historiador ou a um antrop\u00f3logo uma imagem, geralmente considerada e conotada, em termos heur\u00edsticos, como sendo secund\u00e1ria ou, pelo menos, \u201csem grande import\u00e2ncia\u201d? Inquietante, no entanto, na sua capacidade de subverter as palavras, a imagem n\u00e3o \u00e9 somente um terreno de \u201cestudo\u201d, mas, sobremaneira, o espa\u00e7o dado ao \u201cimagin\u00e1rio humano\u201d, individual e social, para ousar reivindicar e roer &#8211; tamb\u00e9m &#8211; um peda\u00e7o da realidade. Tr\u00eas percursos heur\u00edsticos em torno de uma \u00fanica imagem s\u00e3o apresentados neste ensaio. Tr\u00eas percursos, em torno de uma imagem que \u201ctrabalha\u201d, em torno de uma imagem que, metaforicamente, permanecer\u00e1, ao lado da escrita, uma \u201cforma que pensa\u201d. O artigo foi p<span style=\"font-weight: 400;\">ublicado tamb\u00e9m em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Garimpeiro dos cantos e antros de Campinas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Homenagem a Jos\u00e9 Roberto do Amaral Lapa (Olga Rodrigues de Moraes von Simson (org.), Campinas: CMU\/IFCH, p. 237-254, 2000.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; <\/span><b>Alguns passos em dire\u00e7\u00e3o a Gregory Bateson\u201d.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Samain, Etienne. Publicado em:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ghrebh \u2013 Revista de Comunica\u00e7\u00e3o, Cultura e Teoria da M\u00eddia, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Paulo,\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">PUC, n.5, p.52-85, 2004. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2004_Alguns_passos_em_direcao_a_gregory_bateson_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gregory Bateson (1904<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2010<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">1980) nasceu em Londres, dia 09 de maio de 1904. O presente ensaio \u00e9 uma homenagem a esta incompar\u00e1vel personalidade, o qual foi, ao mesmo tempo, bi\u00f3logo, antrop\u00f3logo, psiquiatra, comunic\u00f3logo e epistem\u00f3logo. A obra de Bateson? insuficientemente conhecida ainda nos meios universit\u00e1rios\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2010<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0permanece, todavia, decisiva para um s\u00e9culo que acabou<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> de nascer. O artigo procura oferecer ao leitor algumas bases cr\u00edticas que dever\u00e3o lhe permitir tanto aproximar<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2010<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">se deste observador nato, l\u00facido e respeitoso das diferen\u00e7as, como descobrir a orquestra\u00e7\u00e3o de um pensamento &#8220;possu\u00eddo&#8221; pelo permanente esfor\u00e7o de uma descoberta das &#8220;estruturas que conectam e unem todos os seres vivos&#8221;.\u00a0\u00a0Esse artigo foi publicado, tamb\u00e9m, na Revista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nova Perspectiva Sist\u00eamica<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Publica\u00e7\u00e3o do Instituto de Terapia de Fam\u00edlia, Rio de Janeiro, n.25, p. 9-29, 2005. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span> <i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2018<\/span><\/i><b>Balinese Character\u2019 (re)visitado. Uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 obra visual de Gregory Bateson e Margaret Mead<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Samain, Etienne. Publicado no livro: Alves, Andr\u00e9 e Samain, Etienne (orgs.)<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Os Argonautas do Mangue precedido de \u2018Balinese Character\u2019 (re) visitado.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Campinas-S\u00e3o Paulo: Editora da Unicamp-Imprensa Oficial, 2004, p. 15-72. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2004_Balinese_character_revisitado.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A contribui\u00e7\u00e3o introduz longamente ao fascinante trabalho de antropologia visual desenvolvido por Andr\u00e9 Alves no seu conv\u00edvio com os caranguejeiros da ilha de Vit\u00f3ria. Mergulha e explora o trabalho pioneiro realizado em Bali (1936-1939) por dois gigantes da antropologia cultural, Gregory Bateson e Margaret Mead, quando procuravam, no duplo registro do verbal e do visual, entender e retratar a maneira com que uma crian\u00e7a, nascida na pequena ilha vulc\u00e2nica &#8211; ao incorporar condutas e comportamentos socialmente transmitidos -, se tornava para sempre um inconfund\u00edvel ser balin\u00eas. Uma investiga\u00e7\u00e3o desta natureza n\u00e3o podia dispensar a apresenta\u00e7\u00e3o do desenrolar das teorias antropol\u00f3gicas e do contexto hist\u00f3rico dos quais <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Balinese Character<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> emerge nos anos 1940. N\u00e3o podia, tamb\u00e9m, renunciar a alguns exerc\u00edcios apreciativos no que diz respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es existentes entre as potencialidades do suporte verbal e as potencialidades do suporte imag\u00e9tico no quadro deste monumento da antropologia visual.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b><span style=\"font-family: Garamond;\"> Por uma antro<\/span>pologia da comunica\u00e7\u00e3o: Gregory Bateson. <span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne.\u00a0<\/span><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Publicado no livro:\u00a0\u00a0<i>O imagin\u00e1rio e o po\u00e9tico nas Ci\u00eancias Sociais,<\/i>\u00a0Cornelia Eckert, Sylvia Caiuby Novaes e Jos\u00e9 de Souza Martins (orgs.)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Bauru-SP: Editora da Universidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o-EDUSC, 2005, p. 129-155. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2005_Por_uma_antropologia_da_comunicacao_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">Conhece-se, insuficientemente ainda, nos meios universit\u00e1rios, a obra plurivalente de Gregory Bateson. O s\u00e9culo que se inicia nos obrigar\u00e1 a descobrir um dos mais importantes antrop\u00f3logos e epistem\u00f3logos da comunica\u00e7\u00e3o humana. Um pensador e um pensamento cuja originalidade decorre do fato de que, numa perspectiva sempre interdisciplinar, Bateson n\u00e3o cessa de levantar quest\u00f5es que permitem entender melhor as rela\u00e7\u00f5es entre os indiv\u00edduos e a sociedade, os processos culturais e, sobretudo, a trama de um mundo vivo mais amplo (ecossistema) na qual se inserem e evoluem. Uma ampla reflex\u00e3o sobre a pessoa e a obra plural de Bateson, o qual gostava de repetir que procurava fundamentalmente \u201cas estruturas que conectam os seres vivos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Les risques du texte et de l\u00b4image\u00a0: <\/b><b><i>Autour de Balinese Character<\/i><\/b><b> (1942), Gregory Bateson et Margaret Mead.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Samain, Etienne. Publicado no livro:\u00a0<i>Orientations. Space\/Time\/Image\/Word<\/i>\u00a0(Word&amp;Image Interactions 5), Claus Cl\u00fcver, V\u00e9ronique Plesch and Leo Hoek (orgs.)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Amsterdam-New York: Rodopi, 2005, p. 109-123. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2005_Les_risques_du_texte_et_de_image_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Balinese Character.<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400;\">A Photografic Analysis <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(Bateson&amp;Mead, 1942) \u00e9, sem d\u00favida nenhuma, o mais m\u00edtico dos livros de antropologia visual e, com certeza, o \u00fanico que tenha encarado, de modo exemplar e sistem\u00e1tico, a rela\u00e7\u00e3o do texto e da imagem, no campo da pesquisa antropol\u00f3gica, aqui procurando desvendar dimens\u00f5es do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">ethos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> balin\u00eas ( o \u2018car\u00e1ter\u2019, o \u2018estilo\u2019, o \u2018modo de ser, de se comportar e de viver\u2019 num meio cultural dado). Al\u00e9m de uma apresenta\u00e7\u00e3o do conjunto da obra, debru\u00e7a-se sobre dois modelos de apresenta\u00e7\u00e3o das pranchas fotogr\u00e1ficas, antes de passar ao exame detalhado de tr\u00eas delas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; <\/span><b>Antropologia Visual e Fotografia no Brasil. Vinte anos e muito mais. <span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne.\u00a0<\/span><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Publicado em:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cadernos de Antropologia e Imagem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (UERJ), vol.21, n.2, p.115-132, 2006. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2006_Antropologia_visual_e_fotografia_no_brasil_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O que poder\u00e1 ousar a antropologia visual? Eis o que focaliza este ensaio que se inicia com uma breve retrospectiva de fatos que marcaram a hist\u00f3ria da antropologia visual (fotogr\u00e1fica) no Brasil, no decorrer dos \u00faltimos vinte anos. Envereda-se, depois, para tarefas atuais: realizar uma hist\u00f3ria da antropologia visual, redimensionar a imagem fotogr\u00e1fica, abrir novos caminhos fotogr\u00e1ficos e heur\u00edsticos para a antropologia <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">tout court<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Questiona, por fim, a rela\u00e7\u00e3o entre antropologia e comunica\u00e7\u00e3o e o estatuto da observa\u00e7\u00e3o do \u2018real\u2019 como permanente representa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Uma cartografia Verbo-Visual de La Vejez, Fotografias y montajes de mem\u00f3ria<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Bruno, Fabiana e Samain, Etienne. Publicado em:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Revista Chilena de Antropologia Visual<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, vol.19, p.31-51, 2007. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2007_Bruno__Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Trata-se de ousar pensar a mem\u00f3ria de pessoas idosas como o lugar de uma arquitetura singular e de um trabalho de \u201cpensamento\/reflex\u00e3o\u201d que as pr\u00f3prias imagens lhes revelam e lhes fazem descobrir. O exerc\u00edcio explorat\u00f3rio que oferecemos ter\u00e1 como inten\u00e7\u00e3o levantar quest\u00f5es relacionadas \u00e0s <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">escolhas <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e \u00e0s <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">formas de<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400;\">montagem <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">das fotografias. Escolhas e arranjos que <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">representam<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, pensamos, uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">singular<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201cfotobiografia\u201d ou, simplesmente, uma autobiografia visual.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> A matriz sensorial do pensamento humano. Subs\u00eddios para redesenhar uma epistemologia da comunica\u00e7\u00e3o.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Samain, Etienne. Publicado no livro:\u00a0<i>Imagem. Visibilidade e Cultura midi\u00e1tica,\u00a0Ana S\u00edlvia Lopes Davi\u00a0<\/i>M\u00e9dola, Denise Correa Ara\u00fajo e Fernanda Bruno (orgs.)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Porto Alegre: Sulina, 2007, p.63-79. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2007_Arqueologia_sensorial_do_pensamento_humano_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">O que representa a imagem na \u201cespiral\u201d dos meios de comunica\u00e7\u00e3o que chegamos a conhecer? Eis a raz\u00e3o do mergulho a que se prop\u00f5e essa comunica\u00e7\u00e3o. Tratar-se-\u00e1, basicamente, de uma reflex\u00e3o em torno da imagem, de suas diversas enuncia\u00e7\u00f5es, das suas mem\u00f3rias, das suas formas e representa\u00e7\u00f5es: desde as narrativas m\u00edticas at\u00e9 as propostas infogr\u00e1ficas. Uma reflex\u00e3o sobre os meios e os modos de se comunicar entre os seres vivos, mas, tamb\u00e9m, outra reflex\u00e3o sobre as modalidades de constru\u00e7\u00e3o e de organiza\u00e7\u00e3o do pensamento humano.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><b style=\"color: #333333; font-style: normal;\">&#8211; As imagens n\u00e3o s\u00e3o bolas de sinuca. Como pensam as ima<\/b><b>gens. <span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne.\u00a0<\/span><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Publicado no livro:\u00a0<\/span><i style=\"font-weight: 300;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Como pensam as imagens,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Etienne Samain (org.)\u00a0 Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2012, p.21-36.<\/span><b>\u00a0<\/b><\/span><span style=\"font-family: Garamond;\">[Disponibiliza\u00e7\u00e3o do texto ainda n\u00e3o autorizada pela Editora]<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Existe entre Gregory Bateson e Aby Warburg que nunca se conheceram, uma cumplicidade e uma comunh\u00e3o de olhares que se cruzam e se completam. O primeiro \u2013 bi\u00f3logo, antrop\u00f3logo e epistem\u00f3logo \u2013 concebe a comunica\u00e7\u00e3o humana como uma orquestra\u00e7\u00e3o ritual, sempre inserida num contexto, isto \u00e9, em um circuito de fen\u00f4menos conectados. O secundo \u2013 historiador da arte e humanista nato &#8211; por sua vez exuma e reaviva, nas obras de arte e outros grandes movimentos da hist\u00f3ria, as \u201cformas [f\u00f3rmulas] de pat\u00e9tico\u201d presentes em todas as culturas humanas. Se as imagens pertencem \u00e0 ordem das coisas vivas e n\u00e3o \u00e0 ordem das bolas de sinuca, importar\u00e1 ainda aprofundar tr\u00eas afirma\u00e7\u00f5es: 1) toda imagem nos oferece algo para pensar; 2) toda imagem \u00e9 portadora de um pensamento, veicula pensamentos; 3) toda imagem, ao combinar nela um conjunto de dados s\u00edgnicos ou ao associar-se com outras imagens, \u00e9, desta vez, uma \u201cforma que pensa\u201d. Ela teria uma \u201cvida pr\u00f3pria\u201d e um verdadeiro \u201cpoder de idea\u00e7\u00e3o\u201d. Eis um conjunto de enunciados que este artigo introdut\u00f3rio ao livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Como pensam as imagens<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, pretende abrir.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span> <b>Aby Warburg. Mnemosyne Constela\u00e7\u00e3o de culturas e ampulheta de mem\u00f3rias<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-family: Garamond;\">.<\/span> Samain, Etienne. Publicado no livro:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Como pensam as imagens,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Etienne Samain (org.)\u00a0 Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2012, p.51-80.<strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/span><span style=\"font-family: Garamond;\">[Disponibiliza\u00e7\u00e3o do texto ainda n\u00e3o autorizada pela Editora]<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse importante texto, o autor pretende tra\u00e7ar um horizonte referencial em torno da pessoa e da obra de Warburg. Uma obra de m\u00e3o dupla: de um lado, a famosa biblioteca de Warburg em Hamburgo em que a ordena\u00e7\u00e3o dos livros obedecia \u00e0 \u201clei da boa vizinhan\u00e7a\u201d; de outro, o projeto de cria\u00e7\u00e3o de \u201cuma hist\u00f3ria de fantasmas para adultos\u201d, o inacabado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Atlas Mnemosyne<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Deste \u00faltimo, se procurar\u00e1 tanto lembrar as inten\u00e7\u00f5es gerais da obra como definir dois conceitos fundamentais \u00e0 compreens\u00e3o desse empreendimento vision\u00e1rio: o \u201cap\u00f3s-viver\u201d (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nachleben<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">) e as f\u00f3rmulas de pat\u00e9tico\u201d (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pathosformeln<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">), pr\u00f3prias \u00e0s imagens. Seguir\u00e1 uma tentativa de exegese da \u00faltima Prancha (Prancha 79) do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Atlas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, elaborada por Warburg, poucos meses antes de sua morte (em outubro de 1929).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; <\/span><b>As peles da fotografia: fen\u00f4meno, mem\u00f3ria-arquivo, desejo.<\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne. Publicado em: Revista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Visualidades <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(UFG), vol.10, n.1, p. 151-164, 2012. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2012_As_peles_da_fotografia_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">O\u00a0ensaio se prop\u00f5e refletir sobre algumas dimens\u00f5es profundas que fazem da fotografia, um evento e uma revela\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um lugar de mem\u00f3rias, um arquivo vivo do tempo. Trataremos, deste modo, de interrogar as imagens e de lhes perguntar (enquanto arque\u00f3logo e vision\u00e1rio que somos) o que significa pensar com elas a hist\u00f3ria humana e imaginar com elas nosso pr\u00f3prio futuro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> As \u2018Mnemosyne(s)\u2019 de Aby Warburg: Entre Antropologia, Imagens e Arte. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne. Publicado em: Revista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Poi\u00e9sis <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(UFF), vol.17, p.29-51, 2012. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2012_As_mnemosynes_de_aby_warburg_Etienne_Samain.pdf\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tornou-se urgente repensar o papel das imagens e da Arte em uma necess\u00e1ria reformula\u00e7\u00e3o do of\u00edcio antropol\u00f3gico. O presente ensaio situa Aby Warburg &#8211; precisamente um historiador da Arte e um antrop\u00f3logo \u2013 e a dupla dimens\u00e3o de sua obra <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mnemosyne<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: tanto a Biblioteca el\u00edptica de Hamburgo como o Atlas de imagens. Procura, sobretudo, mergulhando nas imagens da \u00faltima Prancha do Atlas, delinear alguns percursos heur\u00edsticos e metodol\u00f3gicos na tentativa de revelar como as imagens \u201cconhecem\u201d e produzem pensamento.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Antropologia, Imagens e arte<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><b>Um percurso reflexivo a partir de Georges Didi-Huberman<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Samain, Etienne. Publicado em:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cadernos de Arte e Antropologia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, vol. 3, n.2, p.47-55, 2014. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2014_Antropologia_imagens_e_arte_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">As fronteiras entre hist\u00f3ria da arte, imagens e antropologia foram felizmente abaladas no decorrer das duas \u00faltimas d\u00e9cadas. Na virada cognitiva visual da qual participamos, essas ci\u00eancias \u2013 Antropologia e Hist\u00f3ria da Arte \u2013 outrora distintas, v\u00e3o redescobrindo a natureza e os horizontes de seus pr\u00f3prios come\u00e7os. Neste ensaio, o autor retra\u00e7a algumas das etapas de sua pr\u00f3pria descoberta e explora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre antropologia, imagens e arte, remetendo \u00e0s importantes contribui\u00e7\u00f5es de Gregory Bateson, Claude L\u00e9vi-Strauss, Alfred Gell, Hans Belting, William J.T. Mitchell. Abre, em seguida, um novo espa\u00e7o cr\u00edtico, que conduz \u00e0 obra human\u00edstica de Georges Didi-Huberman, quando, na linhagem de Aby Warburg e de Walter Benjamin, esse fil\u00f3sofo e historiador da arte trata de situar as imagens e o saber visual como sendo um campo privilegiado de questionamentos sobre nossa hist\u00f3ria, apelos e gritos para tomar posi\u00e7\u00e3o em nome do porvir de nosso planeta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Ra\u00edzes e asas para as imagens<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Samain, Etienne. Publicado no livro: <em>Antropologia visual<\/em>: perspectivas de ensino e pesquisa, Ana L\u00facia Camargo Ferraz e Jo\u00e3o Martinho de Mendon\u00e7a (orgs.) Bras\u00edlia:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">ABA e-books<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, 2014, p. 713-719.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0[<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2014_Raizes_e_asas_para_as_imagens_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">N\u00e3o basta produzir imagens, acumular imagens. N\u00e3o se constr\u00f3i uma ci\u00eancia somente a partir de simples representa\u00e7\u00f5es imag\u00e9ticas. Sem nunca desprezar a palavra, c\u00famplice da imagem, \u00e9 necess\u00e1rio sobretudo saber problematizar visualmente, isto \u00e9, se perguntar &#8211; com rela\u00e7\u00e3o a um determinado objeto de estudo &#8211; de que modo singular trat\u00e1-lo sob o regime das imagens. A Antropologia visual para ser fecunda deve ser um constante questionamento capaz de conectar a mem\u00f3ria dos homens, o presente dos homens e o destino dos homens.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> O segredo e o sagrado. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Coment\u00e1rio ao ensaio fotogr\u00e1fico &#8220;Feitura de Santo&#8221;, de Larissa Yelena Carvalho Fontes. Samain, Etienne. Publicado em: Revista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Novos Debates<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. F\u00f3rum de debates em Antropologia, vol.2, n. 06, p.300-321, 2015. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2015_O_segredo_e_o_sagrado_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um olhar atento posto sobre as 10 fotografias tomadas e selecionadas entre muitas outras e, depois, organizadas e reveladas por Larissa Yelena Carvalho Fortes: um ritual de inicia\u00e7\u00e3o no Candombl\u00e9. Uma entrada na esfera de um <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">segredo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e no espa\u00e7o do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sagrado<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Um ensaio fotogr\u00e1fico de qualidade e, antropologicamente, denso.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Do espanto ao questionamento. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne. Publicado em: Revista\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Rumores,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> S\u00e3o Paulo,\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">USP, vol. 09, n. 17, p. 12-23, 2015. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2015_Do_espanto_ao_questionamento_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">A partir de dois ensaios, intitulados \u201cQuelle \u00e9motion! Quelle \u00e9motion?\u201d e \u201cUma foto familiar: aprisco de emo\u00e7\u00f5es e pensamentos [anota\u00e7\u00f5es delirantes sobre (a)sombrografia]\u201d, assinados respectivamente por Georges Didi-Huberman e Eduardo Pe\u00f1uela Ca\u00f1izal, o artigo desenvolve uma reflex\u00e3o sobre a hist\u00f3ria das artes visuais, a natureza das imagens, os modos de interpreta\u0301-las e a busca das emo\u00e7\u00f5es humanas em seus modos expressivos e art\u00edsticos. Ao faz\u00ea-lo, convida o leitor a ficar atento ao que cada um desses autores diz dos \u201cgestos\u201d, do trabalho do \u201cinconsciente\u201d e da \u201cimagina\u00e7\u00e3o\u201d, das dimens\u00f5es \u2013 heur\u00edstica e po\u00e9tica \u2013 dos \u201carquivos da mem\u00f3ria\u201d humana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Vest\u00edgios de um Di\u00e1rio Fotogr\u00e1fico. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne. Publicado em: Revista\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">GIS-<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"><em>Gesto, Imagem, Som<\/em>, S\u00e3o Paulo, USP, vol. 1, p.214-228, 2016. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2016_Vestigios_de_um_diario_fotografico_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">Meu prazer n\u00e3o era sociol\u00f3gico, nem diretamente antropol\u00f3gico. Havia, sim, a necessidade de se observar mais de perto o tempo que passa e, com ele, tudo aquilo que leva e carrega. O desejo de surpreender e de suspender o ef\u00eamero da vida. Nenhuma tem\u00e1tica pr\u00e9-definida, nenhuma finalidade consciente a n\u00e3o ser o pacto di\u00e1rio de admirar um peda\u00e7o do real para ro\u00ea-lo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Como pensar e fazer pensar um arquivo fotogr\u00e1fico: uma dupla experi\u00eancia. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Samain, Etienne e Bruno, Fabiana. Publicado em: Revista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Imagem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, vol. 2\/1, p. 93-113, 2016. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2016_Como_pensar_e_fazer_pensar_um_arquivo_fotografico_Etienne_Samain.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">O ensaio explora duas experi\u00eancias distintas de imers\u00e3o num \u00fanico arquivo fotogr\u00e1fico (sobre os \u00edndios Kamayur\u00e1 do Alto Xingu). A primeira, quando uma pesquisadora, na sua condi\u00e7\u00e3o de interpretante, se prop\u00f5e a conviver com o arquivo, busca interrogar as fotografias, compactuar, escolher e mont\u00e1-las. A segunda, quando o pr\u00f3prio produtor das imagens, partindo do exame das pranchas fotogr\u00e1ficas, sente a necessidade de voltar aos seus di\u00e1rios de campo, de rel\u00ea-los, antes de retornar ao exame das fotografias ampliadas de seu arquivo. O leitor poder\u00e1, deste modo, se deparar ainda com dois conjuntos de fotografias escolhidas, trocadas e comentadas por cada um dos parceiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Garamond;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b> Atravessar o espelho das apar\u00eancias<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Samain, Etienne. Publicado no livro:\u00a0<i>A Sociologia Enraizada de Jos\u00e9 de Souza Martins,<\/i>\u00a0Fraya Frehse (org.)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0S\u00e3o Paulo: Com-Arte, 2018, p. 213-231. [<a href=\"https:\/\/www.cchla.ufpb.br\/etienne_samain_unicamp\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2018_Atravessar_espelhos_das_aparencias.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDF<\/a>]<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-weight: 400; font-family: Garamond;\">Procurar desvendar dimens\u00f5es muito originais de explora\u00e7\u00f5es imag\u00e9ticas na obra sociol\u00f3gica do Professor Jos\u00e9 de Souza Martins. Explora\u00e7\u00f5es que se situam na intersec\u00e7\u00e3o entre a raz\u00e3o e a imagina\u00e7\u00e3o, no mundo claro-escuro e, sempre, muito sens\u00edvel das imagens, da fotografia em especial.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigos de Etienne Samain (2001-2018): cada texto, disponibilizado abaixo em formato de arquivo port\u00e1til (portable document file) [PDF], est\u00e1 acompanhado de sua refer\u00eancia original (para cita\u00e7\u00e3o) e de um curto coment\u00e1rio acerca de seu cont\u00e9udo. 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