Você está aqui: Página Inicial > Contents > Páginas > Semana de Letras 2018 - Minicursos
conteúdo

Semana de Letras 2018 - Minicursos

por CCL publicado 17/06/2018 15h15, última modificação 17/09/2018 13h04

Logo_SemanaLetras

Minicursos

voltar à página inicial

Manhã: 8h - 10h  /  Noite: 20h - 21h30

Os minicursos ocorrerão em três dias consecutivos, com carga horária de 6h, à exceção do n. 14 (2 horas, 20/08, manhã).

ATENÇÃO: As inscrições nos minicursos deverão ocorrer para todos os interessados também via SIGAA Público (após a inscrição no evento maior "Semana de Letras 2018"; cf. orientações aqui). Paralelamente, deverá ser preenchido o respectivo formulário eletrônico disponível (para Minicursos:  https://goo.gl/forms/7bhptD3tpePrbEeg1). A participação será comprovada mediante assinatura em lista de presença, e a emissão desses certificados específicos será feita pelo próprio SIGAA Público. Finalizado o período de inscrição, serão divulgadas as salas (procurando garantir a acessibilidade para Portadores de Necessidades Especiais).

No.Horário / LocalTítulo
01

manhã / CCHLA 404

“Não vamos impedir a entrada de refugiados, mas vamos disciplinar”: políticas e ideologias linguísticas no contexto de migrações massivas
02 manhã / CCHLA 403
“Qual é o termo adequado?” “não atire o pau no gato”:  um olhar sobre a linguagem politicamente correta
03 noite / CAH 106
Como ler "Grande sertão: veredas"
04 manhã / CCHLA 402
Escritas de si na escrita de mulheres
05

noite

CANCELADO POR ADOECIMENTO DOS MINISTRANTES

Gêneros do discurso e ensino de línguas: o que ainda há para se dizer?
06 manhã / CCHLA 511
Introdução à clínica da atividade: princípios teóricos e metodológicos para uma análise do trabalho docente
07 noite / Laboratório de Clássicas
Introdução à poesia didática
08 manhã  / Multimídia Bloco C Leitura literária em escrita de sinais
09 manhã / CAH 106
Língua como experiência: os problemas dentro do processo de gramatização
10 manhã / CAG 101
Literatura Infantil e Juvenil no suporte digital: novas perspectivas de leitura
11 noite / Multimídia Bloco C O intercultural e seu papel no ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras
12 noite / Multimídia A (DLEM) Perspectivas críticas no ensino de língua inglesa: teorizações a partir da experiência do PIBID Letras-Inglês 
13 manhã / CCHLA 424/423
Por uma pedagogia dos multiletramentos no ensino de línguas: multimodalidade, cultura e identidade
14 1 dia (20/09), manhã / CAH 102 Portfólios na pós: reflexões em construção sobre Linguística Aplicada
15 noite / CCHLA 515 Português, língua global? Um olhar a partir das políticas linguísticas
16 manhã / CCHLA 425
Um diário de viagem: a interculturalidade nas aulas de língua espanhola
17

noite / CCHLA 513

Fonética acústica

 

 Descrição dos Minicursos

No.TítuloResumoMinistrante(s)
01 “Não vamos impedir a entrada de refugiados, mas vamos disciplinar”: políticas e ideologias linguísticas no contexto de migrações massivas Mediante a atual crise migratória que tem atingido centenas de países, a questão da integração de refugiados e imigrantes se torna uma das principais pautas nos discursos de autoridades políticas, na mídia, e bem como no contexto acadêmico. A integração tem sido analisada a partir de diferentes perspectivas (NEKBY, 2002; COLLET, 2010; MORRICE, 2007), mas a língua é sempre tida como uma das principais ferramentas para uma integração efetiva. Diante desse cenário, o presente minicurso pretende discutir acerca de o que está por trás dos discursos sobre a língua comum. A partir desse questionamento, o minicurso introduz as principais e atuais noções de Política Linguística (JOHNSON, 2013), discute conceitos de ideologias linguísticas (WOOLARD & SCHIEFFELIN, 1994; BLOMMAERT, 2006), e analisa documentos oficiais e discursos de presidentes, incluindo Michel Temer, Donald Trump, Angela Merkel, e Vladimir Putin. Esse minicurso, adicionalmente, contrapõe as políticas linguísticas manifestas, ao oferecer a perspectiva de uma comunidade de imigrantes e refugiados congoleses, situados em uma cidade dos Estados Unidos, resultado de um estudo etnográfico realizado entre 2017 e 2018, durante a bolsa Fulbright. A partir daqui, o minicurso discute a medida em que políticas linguísticas oficiais e discursos de autoridades afetam o dia a dia e os usos das línguas pelos imigrantes. É importante salientar que a linha da Linguística Aplicada do Programa de Pós-Graduação em Linguística (Proling) e o Núcleo de Estados em Política e Educação Linguística (NEPEL), do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) são espaços de análises e discussões em torno de Políticas Linguísticas.

Emny Nicole Batista de Sousa Bernini

emnysousa@gmail.com

02 “Qual é o termo adequado?” “não atire o pau no gato”:  um olhar sobre a linguagem politicamente correta A linguagem politicamente correta está cada vez mais presente em nossa sociedade, apresentando um caráter ativista relacionado aos movimentos sociais (negros, LGBT, dentre outros); por outro lado, também tem sido objeto de pesquisa de diferentes trabalhos acadêmicos (SANTOS, 2015; BENTO, 2008; RAJAGOPALAN, 2000). Fomentando as reflexões em torno dessa temática, este minicurso tem como objetivo geral discutir a linguagem politicamente correta a partir da ótica da Política Linguística. Utilizando a noção teórica de Spolsky (2004, 2009, 2012), que compreende a política linguística a partir das dimensões das crenças e das ideologias, da gestão das línguas e variedades e das práticas, analisaremos diferentes textos (Cartilha do Politicamente Correto & Direitos Humanos, Manual para Uso não Sexista da Linguagem, dentre outros) que enfocam esse tipo de linguagem. Para atingirmos o objetivo deste minicurso, o dividimos em três momentos: primeiro, introdução à noção de política linguística; segundo, apresentação do histórico do Movimento Politicamente Correto e dos pontos e contrapontos da linguagem politicamente correta; e terceiro, análise de discursos. Faremos exposição dialogada do conteúdo complementado com resolução de atividades. A partir deste minicurso, esperamos contribuir para um olhar mais crítico dos discursos que circulam em nossa sociedade, bem como esperamos fomentar a área de Política Linguística em nossa universidade. Destacamos que as discussões em torno das políticas linguísticas têm sido desenvolvidas no âmbito da linha de Linguística Aplicada do Programa de Pós-Graduação em Linguística (Proling) e do Núcleo de Estudos em Política e Educação Linguística (NEPEL) do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Socorro Cláudia Tavares de Sousa

sclaudiats@gmail.com

03 Como ler "Grande sertão: veredas" O curso propõe uma leitura linear de "Grande sertão: veredas", de Guimarães Rosa, romance considerado muito difícil por uma gama considerável de alunos de Letras. O objetivo, após organizar o enredo central em uma ordem de fatos consecutivos, da infância de Riobaldo ao desfecho da guerra entre os jagunços e a ordem policial, é oferecer uma metodologia de leitura de uma das obras mais complexas da literatura do século vinte.

Arturo Gouveia de Araújo

arturogouveia@terra.com.br

04 Escritas de si na escrita de mulheres A presente proposta surge a partir de questões elaboradas no âmbito de tese de doutorado e estudos em andamento sobre a temática anunciada. Assim, o minicurso se propõe a refletir sobre a escrita de si e o valor biográfico frequentemente utilizado como perspectiva narrativa em textos literários de escritoras contemporâneas. Destacaremos escritoras, canadense e brasileira, que se utilizam da escrita de si como forma de construir um testemunho da experiência e os efeitos provocados pelo trânsito cultural. Tal proposta se justifica na medida em que reconhecemos a proliferação de textos literários escritos por mulheres em que a condição do eu é marca textual para construção do vivencial. A esfera do vivido é atravessada por questões outras que passam a ganhar novos significados a partir da perspectiva da experiência que o biográfico emprega ao literário. Para tanto, abordaremos questões iniciais sobre gêneros autobiográficos a fim de evidenciarmos a utilização e as transformações pelas quais o valor do biográfico perpassou, até chegarmos a teóricas contemporâneas (como Arfuch, Butler, Rago, entre outras), para problematizarmos o conceito de escrita e/ou relato de si, dialogando quando possível com questões de gênero. A discussão será apoiada por textos organizados, teóricos e literários, a fim de abordarmos as questões aqui presentes.

Francielly Alves Pessoa e Maria do Rosário Silva Leite

francielly_pessoa@hotmail.com

05 Gêneros do discurso e ensino de línguas: o que ainda há para se dizer? Sob a concepção de que “todos os diversos campos da atividade humana estão ligados ao uso da linguagem. Compreende-se perfeitamente que o caráter e as formas desse uso sejam tão multiformes quanto os campos da atividade humana [...] Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso” (BAKHTIN, 2016, p. 11-12, grifos do autor), este minicurso parte do eixo norteador dos estudos da linguagem Práticas leitoras, produção e circulação de textos literários/não literários em diversas esferas sócio-discursivas. Propõe destacar as bases teórico-metodológicas do pensamento de Bakhtin e do Círculo acerca da análise enunciativa de gêneros discursivos, enfocando suas implicações para o ensino de línguas. Para tanto, constituem-se objetivos: relacionar a concepção de língua(gem), texto, discurso e gênero, sistematizar uma metodologia enunciativa e dialógica para a análise de gênero e discutir sobre as implicações dos estudos dialógicos para o ensino de línguas. A justificativa instala-se pela necessidade de aproximar os conceitos do Círculo à comunidade acadêmica a partir de uma proposta metodológica que analise os gêneros em sua circulação social e na sua relação com processos de ensino-aprendizagem de línguas. A metodologia consistirá na discussão dos conceitos e apresentação de gêneros discursivos trabalhados à luz dos estudos dialógicos

Manassés Morais Xavier

manassesmxavier@yahoo.com.br

Patrícia Silva Rosas de Araújo

06 Introdução à clínica da atividade: princípios teóricos e metodológicos para uma análise do trabalho docente A formação de professores e o trabalho docente de línguas têm sido, nos últimos anos, foco crescente de pesquisas no campo da Linguística Aplicada. Os desafios enfrentados pelos profissionais do ensino no Brasil – principalmente no que concerne às políticas públicas educacionais mais recentes, como a Base Nacional Curricular Comum – têm promovido um espaço de debates e reflexões sobre o trabalho do professor na Educação Básica e também no Ensino Superior. É nessa direção que objetivamos, com este minicurso, introduzir os princípios e conceitos basilares da Clínica da Atividade, quadro teórico e metodológico desenvolvido no âmbito da Psicologia do Trabalho e que, ao dialogar com a perspectiva histórico-cultural de Vygotsky e com o pensamento bakhtiniano, fornece um aparato teórico e metodológico para uma compreensão do binômio linguagem e trabalho. Sendo assim, introduziremos, a partir de uma metodologia expositivo-dialogada, algumas noções centrais para a Clínica da Atividade, tais como gênero profissional, estilo profissional e real da atividade, além da noção de trabalho como algo pessoal, interpessoal, transpessoal e impessoal.  Apresentaremos, igualmente, dois instrumentos de geração de dados que são utilizados nas pesquisas nesse campo: a instrução ao sósia e a autoconfrontação (simples e cruzada). Acreditamos que esse aparato teórico-metodológico poderá, não apenas provocar uma (re)construção dos sentidos dados ao trabalho docente na atualidade, mas também fornecer a alunos da graduação e da pós-graduação diversas possibilidades de pesquisas sobre o trabalho do professor. 

Betânia Passos Medrado

betamedrado@gmail.com

07 Introdução à poesia didática na antiguidade Propomos com este minicurso apresentar um quadro geral da poesia didática na antiguidade, o que ela seja, quais as suas obras mais representativas, que aspectos e elementos a caracterizaram na produção literária do mundo Greco-latino. Restrito a uma época hoje distanciada de nós pelos séculos interpostos, este gênero poético parece não mais nos comover os sentidos, e seus expoentes mais destacados estão envoltos numa aura de obscuridade, na qual permanecem incompreendidas as obras que melhor definiram o estilo didático na poesia Clássica. Não obstante o inegável valor desses textos para a literatura antiga, fato este atestado pela imensa maioria de comentadores, gramáticos e críticos do período, que se propuseram a lançar luzes sobre muitas dessas obras singulares, através de largos comentários e tratados sobre poética, a nós, leitores moldados pela estética moderna, de base romântica, que desvincula a arte de qualquer perspectiva alheia a uma visão formalista, se nos afigura estranha a apreciação literária de poemas didáticos, voltados para a vinculação de algum saber de ordem moral ou filosófica, com fins aparentemente pragmáticos. Daí a justificativa deste minicurso no que tange à reavaliação desse gênero típico da literatura Clássica, não mais reproduzido na modernidade, e por isso mesmo afastado, por séculos de evolução artística, do público presente, exigindo deste uma verdadeira reeducação estética, a fim de melhor fruir-lhe a forma e o conteúdo. Para tanto, procuraremos apresentar as principais obras da poesia didática na antiguidade, centrando-nos especialmente nos poemas Trabalhos e Dias, de Hesíodo, que se configura como o texto inaugural do gênero aqui analisado, composto no período arcaico da Grécia antiga, por volta do século VIII a. C., com vistas a propagar ensinamentos morais sobre a Justiça, e Da natureza das coisas, de Lucrécio, obra cosmológica do século I a. C., pertencente à literatura latina, que tinha o objetivo de difundir os valores filosóficos do epicurismo na Roma republicana. Além disso, temos por finalidade discutir a recepção desses poemas na antiguidade clássica e também os aspectos mais propriamente teóricos acerca de sua compreensão dentro do quadro geral da literatura antiga, abordando os autores que melhor trataram da relação entre poesia e realidade por meio do conceito de mimesis, elaborado por filósofos da altura de Platão e Aristóteles. Por fim, intentaremos apresentar, ainda que de maneira introdutória, o nosso próprio parecer sobre os principais problemas que envolvem o gênero épico-didático.

Saulo Santana de Aguiar

saulo_dirnt_2006@hotmail.com

 

08 Leitura literária em escrita de sinais A escrita de sinais no sistema SignWriting vem sendo difundida a partir de sua inserção como disciplina na maioria dos cursos de graduação em Leras-Libras no Brasil. Na UFPB, aos moldes da UFSC, há três disciplinas obrigatórias de Escrita de Sinais: I, II e III. Esse sistema é uma representação gráfica que tem suas origens na lógica da visualidade da língua de sinais, registrando seus aspectos fonológicos de forma iconográfica. Ela representa a legitimação da Língua Brasileira de Sinais (Libras), a valorização da cultura e comunidade do surdo e transmissão e expressão literária. A literatura para surdos acontece de dois modos segundo Peixoto (2016): em Libras e Surda. A primeira engloba as literaturas traduzidas ou criadas por ouvinte e a segunda são as literaturas adaptadas ou criadas por surdos. Assim, naturalmente, ocorrem as produções literárias em Libras e Surda em escrita de sinais. A disciplina Escrita de Sinais tem se utilizado dessas para o trabalho de ensino de leitura. A partir da importância dessa escrita para a Libras e para a comunidade surda da prática empregada nas disciplinas, pretende-se nesse curso demonstrar algumas  possibilidades de ensino de leitura em escrita de sinais por meio de textos literários nesse sistema de escrita. A metodologia adotada serão breve exposição sobre as produções em escrita de sinais e demonstrar na prática algumas atividades de prática de leitura. 

Edneia de Oliveira Alves

edneiaalvesufpb@gmail.com

09 Língua como experiência: os problemas dentro do processo de gramatização O processo de gramatização é um vasto projeto pedagógico que se iniciou em um primeiro momento com o propósito de ensinar as língua vernáculas neolatinas desde critérios da língua latina na sua fase literária e lógica. O interesse era corrigir e prescrever.  Mas tarde a proposta que se havia desenhado como uma vasto projeto pedagógico desde a renascença , foi  se fazendo cada vez mais complexo com o objetivo de inserir seu ensino no sistema educativo. O processo se expande a traves de dispositivos físicos e materiais de ensino, os denominados instrumentos linguísticos  tais como  gramática, dicionários, artes do bem falar e escrever e  ortografias. A ciência que se ocupa do estudo da  evolução de ditos instrumentos chama-se da historiografia linguística, uma disciplina que  se propõe a indagar como critérios de ensino e concepções de língua se dispõem nos denominados instrumentos linguísticos,  na terminologia utilizada, os critérios que adota, como os põe e em prática assim como a concepções do que seja língua. Os instrumentos linguísticos dedicados à aprendizagem de língua mortas, isto é, línguas que  encerraram seus processos históricos de existência e não contam com uma comunidade de falantes e sim com textos, não apresentam tanto problema como as língua vivas que  continuam se desenvolvendo mediante o uso  imprimindo variações na norma linguística. Estudaremos aqui a problemática que se apresenta ao processo de gramatização quando  deve aplicar a uma língua ainda viva os critérios de uma língua morta para seu ensino. Isto é, como  ensinar uma língua viva dentro dos padrões adotado pela gramatização se, diferentemente de uma língua morta, a língua viva é resultado de uma experiência que cheia de significado ao conhecimentos adquirido? Para respondê-la transitaremos pelas principais afirmações sobre a língua realizadas pelos linguistas desde a renascença  até nosso das no caso específico da língua espanhola.

Maria del Pilar Roca Escalante

pilarocaes@hotmail.com

10 Literatura Infantil e Juvenil no suporte digital: novas perspectivas de leitura É evidente a variedade e qualidade da produção literária para crianças e jovens na contemporaneidade. Simultaneamente, há cada vez mais investimento na publicação dessa literatura nos meios digitais, como uma forma de ampliar as possibilidades de leitura e incentivar, em geral, mais interação entre o texto e o leitor por meio de recursos que o livro impresso muitas vezes não dispõe. Muitos autores já consagrados na publicação em papel começaram a apreciar os novos horizontes oferecidos pela cibercultura, alguns levando seus livros para a web, outros se inspirando em seus artifícios para criar obras mais dinâmicas e interessantes, além daqueles que passaram a elaborar títulos exclusivos ao ambiente digital. As atuais publicações da Literatura Infantil e Juvenil demonstram, assim, acompanhar as transformações culturais, históricas, sociais e tecnológicas do meio editorial, absorvendo diversos recursos e possibilidades. Com base em tal contexto múltiplo, o objetivo deste minicurso é averiguar as relações entre a Literatura Infantil e Juvenil e os suportes impresso e hipermidiático, analisando suas influências mútuas, além dos diferentes recursos disponibilizados para a leitura. Buscamos entender suas plataformas de vinculação, seu contexto de elaboração e suas particularidades de recepção, tendo em vista as funcionalidades dos livros digitais para a leitura literária. Para orientar a nossa proposta, tomaremos como base teórica as discussões feitas por Marisa Lajolo e Regina Zilberman (2017), Katherine Gaulês (2009) e Edgar Kirchof (2016).

Valnikson Viana de Oliveira e Irany André Lima de Souza

valnikson18@hotmail.com

11 O intercultural e seu papel no ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras É a partir da língua em interação que os modelos linguísticos se relacionam com os modelos socioculturais. Costa (2012) destaca que as distinções gramaticais e lexicais, obrigatórias numa dada língua, correspondem às distinções de comportamento, obrigatórias numa dada cultura. Uma vez que indivíduos e grupos são seres e sujeitos culturais (CHAUÍ, 1995), e que são recorrentes os obstáculos existentes na articulação do binômio indissociável língua-cultura, o conhecimento de aspectos socioculturais inerentes a cada sociedade deve ser levado em consideração nas trocas conversacionais. Nessa perspectiva, quando se fala em ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira, esse conhecimento e entendimento do que contempla a cultura do outro é fundamental.  De acordo com Ladmiral e Lipianski (2015), a comunicação sempre implica pessoas e são elas que veiculam ou mediatizam as relações entre as diferentes culturas. Nesse sentido, vemos que, seja no ensino de línguas estrangeiras para os Cursos de Licenciatura, seja na área de Línguas Estrangeiras Aplicadas ou ainda na área dos estudos da Tradução, essa competência intercultural se faz mister. Isso posto, este minicurso tem como propósito apresentar uma discussão/reflexão sobre questões que envolvem a problemática e as possíveis práticas referentes à competência intercultural no âmbito do ensino/aprendizagem de línguas e das negociações internacionais, uma vez que aprender uma língua estrangeira (LE) significa entrar em contato com uma nova cultura (DENIS, 2000). Será apresentado um breve panorama acerca dos estudos relacionados ao tema, assim como materiais que possam demonstrar e exemplificar o quão importante é o conhecimento desses aspectos (inter)culturais, sobretudo quando o uso da língua estrangeira é um instrumento de trabalho.

Alyanne de Freitas Chacon e Sandra Helena Gurgel D. de Medeiros

lychacon.ufpb@gmail.com

12 Perspectivas críticas no ensino de língua inglesa: teorizações a partir da experiência do PIBID Letras-Inglês  Um ponto em comum nos documentos oficiais de ensino para língua portuguesa e estrangeira no ensino básico, quer na esfera nacional, quer na estadual, é a (particip)ação social na e pela lingua(gem). Nesse paradigma educacional, que se estabeleceu a partir do final da década de 90, as habilidades de codificar e decodificar tornaram-se insuficientes para (particip)ação na vida contemporânea. Reconhecendo os desafios da sociedade contemporânea, a  Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabeleceu o eixo de formação - Letramentos e capacidade de aprender, que “diz respeito à participação no mundo letrado e à construção, pelos e pelas estudantes, de novas aprendizagens, na escola e para além dela, com condições de exercerem plenamente sua cidadania” (2017, p. 177), dentre outros. Tanto a Linguística Aplicada Crítica quanto os estudos de letramento crítico, que, respectivamente, objetivam a construção de “metaconhecimento sobre novas formas de participação social” ( (MOITA-LOPES, 2012, p. 213), lançando um olhar questionador  sobre a lingua(gem) situada em seus contextos de uso e o “desenvolvimento de habilidades que capacitem o aluno a ler criticamente as práticas sociais e institucionais e a perceber a construção social e situada do texto e da linguagem” (FREEBODY 2008 apud DUBOC, 2014, p. 219) podem subsidiar uma educação linguística no ensino básico, capaz de problematizar e criar  inteligibilidades para problemas sociais  em que a linguagem tem um papel central (MOITA-LOPES, 2006). Desta feita, o objetivo deste minicurso é conciliar contribuições da linguística aplicada crítica e de estudos de letramento crítico para subsidiar uma proposta de educação linguística na e pela língua inglesa no ensino básico, como realizada pelo subprojeto PIBID Letras-Inglês, durante o quadriênio 2014-2017. Tal projeto, ainda que de forma incipiente em sua proposta inicial, já se filiava a uma perspectiva crítica de ensino de língua inglesa à medida que visava a um  ensino “explícito de língua inglesa que promova inserção e mobilidade social do aluno da escola-parceira, bem como da transformação da sua realidade” (DOURADO; MAIA, 2013, p.1).  Para tal fim, a experiência e prática local do PIBID Letras-Inglês será historicizada e revisitada à luz dos preceitos da linguística aplicada crítica e dos estudos de letramento.

Maura Regina da Silva Dourado

mauradourado@cchla.ufpb.br

13 Por uma pedagogia dos multiletramentos no ensino de línguas: multimodalidade, cultura e identidade Em oposição à tradição escolar de trabalho com o texto apenas em seu aspecto verbal, a contemporaneidade demanda (KLEIMAN, 2014), de maneira crescente, que a escola viabilize o trabalho com múltiplas semioses em sala de aula (HEBERLE, 2012), visto que o cidadão precisa ser capaz de ler e produzir textos multimodais nos mais variados contextos da vida social a partir de uma perspectiva inclusiva de múltiplas culturas e identidades (ROJO, 2012). Dentre as questões que serão abordadas, podemos destacar as definições de multimodalidade e de multiletramentos, a inclusão de textos multimodais no ensino de línguas, a descrição de conceitos basilares em uma pedagogia dos multiletramentos, a reflexão sobre os multiletramentos no contexto da educação básica, bem como a discussão sobre formação docente no contexto de múltiplas culturas e identidades. Diante deste contexto, o presente minicurso tem como objetivos: a) propor reflexões críticas acerca da mudança de foco apenas no texto verbal para os multiletramentos na concepção de linguagem dentro do espaço escolar; b) apresentar possibilidades de desenvolvimento de uma pedagogia dos multiletramentos no contexto da educação básica a partir de sugestões de atividades. Para tanto, o conteúdo será desenvolvido de maneira expositivo-dialogada, apoiando-se em material multimídia, visando a uma experiência capaz de integrar o conhecimento prévio dos participantes com o tema proposto a fim de que sejam capazes de compreender, explicar e discutir uma proposta de trabalho com práticas de multiletramentos no contexto da educação básica. Durante as discussões, os participantes serão motivados a fazer intervenções e interagir para tirar dúvidas, complementar informações e/ou trocar experiências.

Fábio Alexandre Silva Bezerra e Elaine Baldissera Espindola

fabes10@yahoo.com.br

14 Portfólios na pós: reflexões em construção sobre Linguística Aplicada Este trabalho tem como objetivo geral compartilhar um evento de letramento no âmbito de uma disciplina no programa de Pós-Graduação em Linguística (PROLING), a saber, portfólios realizados na disciplina de Fundamentos em Linguística Aplicada, no primeiro semestre de 2018.  A partir de uma discussão sobre os Estudos do Letramento (Kleiman, 2007), a professora propôs uma avaliação diferenciada com portfólios, visando realizar uma avaliação formativa - e tal proposta, prontamente negociada com os pós-graduandos, imediatamente criou vida. A partir das leituras e discussões em sala de aula, como também levando em conta outros textos significativos, verbais e não-verbais, semanalmente os portfólios emergiam nas discussões do grupo, iluminando nossos diálogos sobre Linguística Aplicada. Neste minicurso, ancorado nos relatos de experiência dos pós-graduandos, pretende-se problematizar esta ferramenta pedagógica, como também partilhar o processo de aprendizagem e desenvolvimento dos integrantes da disciplina, que, nos seus portfólios, focalizam textos da disciplina, filmes, charges, notícias, memórias e histórias de vida, por exemplo. Vale salientar, do ponto de vista da docente, a visível mobilização, entusiasmo e alegria com a atividade inédita realizada na disciplina - reforçando a via de mão dupla, ou seja, todos ensinam, todos aprendem. Em suma, pontuaremos o rico aprendizado nesta vivência com um  trabalho diferenciado de avaliação.

Carla Lynn Reichmann

carlareichmann@gmail.com

15 Português, língua global? Um olhar a partir das políticas linguísticas Cotidianamente, o pensamento sobre a Língua Portuguesa no Brasil, sobretudo, nas licenciaturas em Letras, está envolto nas ações de seu ensino enquanto língua materna. No entanto, para uma configuração mais ampla da formação inicial dos licenciandos, é necessário também entender o papel da língua portuguesa enquanto segunda língua, língua adicional e suas implicações para o ensino. Uma das vertentes que corroboram para esse processo, e que se insere como objetivo central deste minicurso, está na visão do português como uma língua global. Para tal compreensão, partimos da perspectiva de Barbosa da Silva (2013) que apresenta uma análise, sobretudo, no século XX, das ações em torno da língua portuguesa no Brasil; de Calvet (1999, 2006) que desenvolve a visão do português como uma língua supercentral diante das demais línguas modernas, bem como, de Silva e Santos (2013), Casseb-Galvão (2015), e, Alvarez e Gonçalves (2016) que discutem as políticas de internacionalização do português do Brasil para o exterior. Além disso, cabe, ainda, explorar as iniciativas em torno da promoção da língua portuguesa a partir das ações de instituições como o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério da Educação (MEC), do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Como metodologia, trabalharemos a partir de textos relacionados às iniciativas das instituições que promovem a Língua Portuguesa, bem como materiais veiculados na mídia sobre ações em torno do Português como Língua Global. A partir da discussão dessas ações de promoção e de difusão do português, esperamos com esse minicurso contribuir para que o estudante de Letras construa uma visão ampliada sobre a Língua Portuguesa, problematizando a sua importância partindo do contexto local para o global, contribuindo, portanto, com a perspectiva da semana de Letras que prioriza o tema “Todas as letras – integração e perspectivas”, além de trazer para o âmbito acadêmico universitário a necessidade do desenvolvimento de pesquisas na área de Política Linguística, tais como as que já são realizadas através da linha de Linguística Aplicada do Programa de Pós-Graduação em Linguística (Proling) e do Núcleo de Estudos em Política e Educação Linguística (NEPEL).

Lília dos Anjos Afonso

liliadosanjos@gmail.com

16 Um diário de viagem: a interculturalidade nas aulas de língua espanhola É indubitável que seja complexo dar uma explicação singular sobre questões relacionadas ao conceito de interculturalidade. De acordo com Martín Peris (2008), no que concerne o ensino de línguas, a interculturalidade se materializa em um enfoque cultural ou ainda em vários deles, que por ventura podem vir a promover o interesse por entender o outro na sua língua e sua cultura. Concomitantemente proporciona a cada parte implicada o poder de aprender a pensar novamente de forma a contribuir com sua interação pessoal. Existe uma carga cultural bastante significativa quando se pensa o ensino de línguas, pois é indubitável que saber comunicar-se em uma dada língua  requer diversas habilidades de conhecimentos, e a interculturalidade é responsável por   fazer o falante refletir sobre vários aspectos pertencentes à língua, tais como: a carga de significado de expressões e termos característicos a determinados grupos sociais. A partir do exposto, podemos dizer que esse minicurso intenciona apresentar algumas   características   culturais e linguísticas referentes a alguns países que tem o espanhol como língua oficial, com a finalidade de evidenciar a importância da cultura no ensino-aprendizagem de E.L.A (Espanhol Língua Adicional ).

Kariny Dias de Oliveira e  Eneida Maria Gurgel  de Araújo

karinydiasdeoliveira@gmail.com

17 Fonética acústica Este minicurso objetiva oferecer uma introdução à análise acústica da fala usando o Praat. O Praat (PAUL BOERSMA & DAVID WEENINK, 2018) é uma ferramenta gratuita e de código aberto que, dentre outras possibilidades, permite a análise, síntese e manipulação da fala. Trata-se do principal programa utilizado por foneticistas para estudar a fala. Neste minicurso, haverá uma introdução aos seguintes tópicos: (a) teoria acústica de produção da fala aplicada às vogais e às consoantes; (b) características acústicas das vogais e das consoantes; (c) técnicas de análise acústica, de segmentação e de transcrição fonética; (d) plotagem; e (e) possibilidades e exemplos de pesquisas experimentais em Fonética Acústica. Apesar de as amostras de fala a serem utilizadas serem do Português e do Inglês, estudantes de outras habilitações em Letras e de Fonoaudiologia são muito bem vindos. Mesmo não sendo obrigatório, é recomendado levar um notebook para o minicurso. Os materiais a serem utilizados serão posteriormente disponibilizados. O Praat pode ser baixado em: http://www.fon.hum.uva.nl/praat/

André Wesley Dantas de Amorim

amorim_awd@hotmail.com