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Pedagogia e Didática da Tradução
Pedagogy and Didactics of Translation
Pedagogía y Didáctica de Traducción

Patrícia Rodrigues Costa
UnB
prcosta1986@gmail.com
http://lattes.cnpq.br/9546437584230118 

Tânia Liparini Campos
UFPB
tania@cchla.ufpb.br
http://lattes.cnpq.br/4158651728670279

Gleiton Malta
UnB
gleitonmalta@gmail.com
http://lattes.cnpq.br/0525598075310277

Idiomas de trabalho | Work languages:  Português, English, Español

Resumo: A formação de tradutores/as em ambiente universitário data, segundo Harris (1997), do século XIX em países como Argentina e China. Porém, somente a partir de 1936 houve uma real criação e expansão de graduações destinadas à formação em tradução, com destaque para Europa e América do Norte. Na América Latina, conforme Hagel (1990), tais cursos só começaram a ser criados anos mais tarde: Uruguai, 1954; México, 1966; Cuba, 1968, Porto Rico, 1970; Chile, 1971; Peru e Venezuela, 1974; Equador, 1983. O Brasil iniciou sua tradição em formar tradutores/as em meio acadêmico após reforma educacional em 1968, que possibilitou a proposta de bacharelados em Letras-Tradução, sendo o primeiro o da PUC-Rio em 1969; cerca de 40 anos depois foram propostos os primeiros Bacharelados em Tradução (UFU e UFPB), separados das graduações em Letras. Destacamos ainda criação do primeiro programa de pós-graduação stricto sensu em Estudos da Tradução na UFSC em 2003, que abriu caminhos para a criação de PPGs na UnB (2011), USP (2011) e UFC (2014). Chama atenção, contudo, o fato que, mesmo com PPGs que permitissem estudos sobre tradução, a pesquisa sobre aspectos quanto à formação ainda é escassa. Tal fato pode ser demonstrado, por exemplo, com a quantificação, no contexto brasileiro, de (1) dissertações e teses defendidas sobre aspectos pedagógicos e didáticos da formação de tradutores/as, respectivamente 21 entre 1976 e 2017 e 11 entre 2001 e 2018, (2) de números temáticos ou artigos sobre o tema, (3) eventos da área que tem parte de sua programação destinada à discussão sobre a formação em tradução, (4) eventos destinados à discussão sobre a formação em tradução, (5) oferta de disciplinas sobre o tema em PPGs, (6) publicação de obras (não) traduzidas relacionadas à formação em tradução. Este simpósio justifica-se pela necessidade de se ampliar a discussão sobre a formação de tradutores/as e pesquisadores/as em Tradução, já empreendida por Jean Delisle, Christiane Nord, Douglas Robinson, Donald Kiraly, Álvaro Echeverri, Amparo Hurtado Albir e o Grupo PACTE,  Dorothy Kelly e o Grupo AVANTI e Sonia Colina, e que ainda se encontra em fase inicial no Brasil, com pesquisas como as de Fabio Alves, Célia Magalhães,  José Luiz Gonçalves, Maria Lúcia Vasconcellos, para citar apenas alguns. Este simpósio tem como objetivo dar sequência às reflexões e debates fomentados no âmbito do I e II Seminário de Pedagogia e de Didática da Tradução (SEDITRAD), realizados na Universidade de Brasília em 2016 e 2018, respectivamente, e que reuniram docentes e pesquisadores/as da área para compartilhar experiências e resultados de pesquisa, e pensar o cenário relacionado à formação em Tradução no país. O presente simpósio pretende, portanto, congregar trabalhos sobre a pedagogia e a didática da tradução nos seus mais variados aspectos, como competência tradutória e do tradutor, processo de ensino-aprendizagem, avaliação na formação em tradução, elaboração de materiais didáticos, concepções curriculares, ensino à distância na formação em tradução, o ensino de línguas – materna e/ou estrangeira -, o uso de tecnologias, as diferentes metodologias e a dicotomia teoria e prática na formação em tradução.

Palavras-chave: Formação em Tradução, Ensino-aprendizagem de tradução, Competência Tradutória

Abstract: According to Harris (1997), translator education in universities dates back to the 19th century in countries like Argentina and China. However, it was not before 1936 that Translation undergraduate courses begun to be created all-over the world, especially in Europe and North America. In accordance to Hagel (1990), Translation courses in Latin America started to be created some years later: Uruguay, 1954; Mexico, 1966; Cuba, 1968, Puerto Rico, 1970; Chile, 1971; Peru and Venezuela, 1974; Ecuador, 1983. By contrast, Brazil instituted its tradition on educating translators through higher education due to the 1968 educational reform, which enabled the proposal of Language undergraduate courses with specialization in Translation, being the first one held at the Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro in 1969. Just 40 years later, the first undergraduate courses in Translation, disassociated from those of Language, were established at the Federal University of Uberlândia and the Federal University of Paraíba. Furthermore, the first Post-graduation Program in Translation Studies was established just in 2003 at the Federal University of Santa Catarina, which paved the way for the foundation of new Postgraduate programs such as those at the University of Brasília and São Paulo University, both in 2011, and the Federal University of Ceará, in 2014. However, it is remarkable that even with Post-graduation Programs in Language and Literature that have allowed research on Translation and, lately, with the foundation of those on Translation, the research on translator education is still scarce. In Brazil, this fact can be demonstrated through the amount of (1) thesis, 21 from 1976 to 2017, and dissertations, 11 from 2001 to 2018, about any aspect of translator education; (2) the thematic issues or papers on this subject; (3) congresses and seminars on Translation that settle part of its time to discuss translator education; (4) congresses and seminars planned solely to discuss translator education; (5) the offer of courses on the subject in M.A. and Ph.D. Translation courses; (6) publication of (un) translated books on translator education. This symposium can be justified by the need to broaden the discussion on translators and translation researchers education, already undertaken by Jean Delisle, Christiane Nord, Douglas Robinson, Donald Kiraly, Álvaro Echeverri, Amparo Hurtado Albir with the PACTE group, Dorothy Kelly with the AVANTI group and Sonia Colina, and which is still at an early stage in Brazil, with research from Fabio Alves, Célia Magalhães, José Luiz Gonçalves, Maria Lúcia Vasconcellos, to mention a few. This symposium aims to follow up the discussions and debates promoted under the 1st and 2nd Seminar on Pedagogy and Didactics of Translation (SEDITRAD), held at the University of Brasília in 2016 and 2018, respectively, which reunited professors and researchers to share their experiences and research outcomes, and think the scenario related to translator education in Brazil. Thus, this symposium aspires to bring together works on pedagogy and didactics of translation in its multifaceted aspects, such as translation and translator competence, teaching-learning process, evaluation and assessment in translator education, preparation of materials for the teaching of translation, curricular design, distance learning in translator education, language teaching – maternal and / or foreign –, the use of technologies, different methodologies and the dichotomy of theory and practice in translator education.

Keywords: Translator Education, Teaching-learning process in Translation, Translation Competence

Resumen: Según Harris (1997), la formación de  traductores/as en ambiente universitario en países como Argentina y China data del siglo XIX. Sin embargo, es a partir de 1936 que hubo una verdadera creación y expansión de cursos superiores destinados a la formación en traducción, con destaque para Europa y  América del Norte. Mientras tanto, de acuerdo con Hagel (1990), en Latinoamérica dichos cursos sólo empiezan a crearse años más tarde: Uruguay, 1954; México, 1966; Cuba, 1968; Puerto Rico, 1970; Chile, 1971; Perú y Venezuela, 1974; Ecuador, 1983. En Brasil, la formación de traductores/as en ambiente académico se inició tras la reforma educativa de 1968, lo que posibilitó la propuesta de los cursos de grados en Traducción, vinculados a las Letras, cuyo primer curso fue el de la PUC-Rio en 1969. Aproximadamente 40 años después se propusieron los primeros cursos de grado específicos en Traducción (Universidade Federal de Uberlândia y Universidade Federal da Paraíba), desvinculados de los cursos de Letras. Asimismo, cabe destacar la  creación del primer programa de posgrado stricto sensu en Estudios de Traducción en la Universidade Federal de Santa Catarina en 2003, el cual abrió las puertas para la creación de PPGs en la Universidade de Brasília (2011), Universidade de São Paulo (2011) y Universidade Federal do Ceará (2014). No obstante, llama la atención el hecho de que, aunque con PPGs que permitieran estudios sobre traducción, la investigación respecto los aspectos relacionados a la formación todavía es escasa. Ello se puede comprobar, por ejemplo, con datos cuantitativos del contexto brasileño, a saber:  (1) tesinas y tesis defendidas sobre aspectos pedagógicos y didácticos de la formación de traductores/as, respectivamente 21 entre 1976 y 2017 y 11 entre 2001 y 2018, (2) números temáticos de revistas o artículos acerca del tema, (3) eventos del área cuya parte de su programa se destina a la discusión sobre la formación en traducción, (4) eventos con miras a la discusión sobre la formación en traducción, (5) oferta de asignaturas sobre el tema en PPGs, (6) publicación de obras (no) traducidas relacionadas a la formación en traducción. Este simposio se justifica por la necesidad de ampliarse la discusión sobre la formación de traductores/as e investigadores/as en Traducción, ya realizada por Jean Delisle, Christiane Nord, Douglas Robinson, Donald Kiraly, Álvaro Echeverri, Amparo Hurtado Albir y el Grupo PACTE,  Dorothy Kelly y el Grupo AVANTI y Sonia Colina,  y que todavía se halla en fase inicial en Brasil, con estudios como los de Fabio Alves, Célia Magalhães, José Luiz Villareal Gonçalves, Maria Lúcia Vasconcellos, para citar algunos. Este simposio tiene como objetivo dar secuencia a las reflexiones y debates promovidos en el ámbito del 1er y del 2ndo Seminario de Pedagogía y de Didáctica de Traducción (SEDITRAD) realizados en la Universidade de Brasília en 2016 y 2018, respectivamente, y que reunieron docentes e investigadores/as del área para compartir experiencias y resultados de estudios, aparte de pensar el escenario relacionado a la formación en Traducción en el país. Este simposio anhela, por lo tanto, reunir trabajos sobre la pedagogía y la didáctica de traducción en sus más variados aspectos, como la competencia traductora y del traductor, el proceso de enseñanza y de aprendizaje,  la evaluación en la formación en traducción, la elaboración de materiales didácticos, las concepciones curriculares, la enseñanza a distancia en la formación en traducción, la enseñanza de lenguas – materna y/o extranjera -, el uso de tecnologías, las diferentes metodologías y la dicotomía teoría y práctica en la formación en traducción.

Palabras claves: Formación en traducción, Enseñanza-aprendizaje de traducción, Competencia traductora


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